O Brasil está seguindo o modelo global das bets? O que o Brasil pode aprender com outros países?
Nos últimos dez anos, a regulação das apostas deixou de ser apenas uma pauta de legalização. Em mercados maduros, a discussão avançou para perguntas mais complexas: quem fiscaliza a tecnologia por trás das plataformas, como limitar a publicidade sem sufocar o setor e quais mecanismos protegem o consumidor? O Brasil vive essa virada. Depois de formalizar as apostas de quota fixa e exigir autorização prévia para operação nacional, o país começa a sair da fase de abertura para uma etapa de governança. O desafio agora não é só permitir que as bets funcionem, mas definir qual estrutura será sustentável.
O Brasil está entrando em uma nova fase da regulação das bets?
A Lei nº 14.790/2023 consolidou regras para jogos online e, desde 1º de janeiro de 2025,
apenas empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas podem operar nacionalmente. Cada autorização pode reunir até três marcas, todas com domínio “.bet.br”. Esse perímetro ajuda a separar mercado regulado de operação irregular. Ainda assim, licenciar operadores e arrecadar impostos resolve só parte do problema. Jogos de alta popularidade, principalmente slots simples e rápidos, exigem atenção sobre oferta, comunicação e segurança. Nesse contexto, o Jogo do Tigrinho é um dos exemplos de produto que mostra porque regulação, informação clara e jogo responsável precisam caminhar juntos. O mercado brasileiro cresceu sob forte exposição pública. Clubes, transmissões esportivas, influenciadores e mídia digital passaram a conviver com marcas de apostas em escala inédita. O resultado foi a ampliação do debate social. O 97News, por exemplo, tratou a explosão das apostas online na Bahia como alerta para risco de dependência.
