Brumado: Moradores podem exigir descontos e até indenização por falta de água; entenda seus direitos

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A recorrente falta de água em Brumado tem gerado insatisfação entre moradores, que enfrentam dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia. Na Capital do Minério, é frequente a interrupção do fornecimento da água tratada fornecida pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Em nota enviada à imprensa, a empresa afirma que as interrupções ocorrem não só pela falta de energia elétrica na adutora de Cristlândia, como pelo rompimento da adutora com os furtos de água feitos na adutora. Diante desse cenário, especialistas alertam que os consumidores não precisam apenas esperar por soluções. A legislação brasileira garante uma série de direitos à população quando há falhas na prestação do serviço de abastecimento de água. Um dos principais direitos é a possibilidade de solicitar abatimento na conta de água referente ao período em que o fornecimento ficou interrompido. Quando o serviço não é prestado de forma adequada, o consumidor pode requerer à concessionária uma revisão da cobrança, apresentando a reclamação formal e os registros da falta de abastecimento. Outra orientação importante é registrar oficialmente todas as ocorrências junto à empresa responsável pelo serviço. O consumidor deve exigir o número de protocolo de atendimento, documento que poderá servir como prova caso seja necessário recorrer a outros órgãos ou à Justiça. Se a concessionária não apresentar solução para o problema, a população pode buscar auxílio junto ao Procon e aos órgãos reguladores do saneamento básico, que têm a função de fiscalizar a qualidade dos serviços prestados e exigir providências das empresas responsáveis. Em situações mais graves, quando a interrupção do abastecimento provoca prejuízos financeiros ou transtornos significativos, o cidadão também pode recorrer ao Judiciário. Casos de perda de alimentos, gastos extras com compra de água, danos materiais e outros prejuízos podem ser analisados pelo Juizado Especial Cível ou pela Defensoria Pública, que oferece assistência jurídica gratuita para pessoas que não possuem condições de arcar com os custos de um advogado. Além das medidas individuais, moradores têm utilizado a mobilização coletiva como forma de pressionar autoridades e concessionárias. Especialistas destacam que a união da população, aliada ao registro formal das reclamações e ao conhecimento dos direitos do consumidor, é fundamental para cobrar melhorias e garantir que um serviço essencial como o fornecimento de água seja prestado com qualidade e regularidade.