'Operação Bodyscan' investiga esquema de entrada de drogas no Presídio de Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Bodyscan, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de distribuir drogas dentro do Presídio de Brumado, no sudoeste baiano. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), com apoio da 3ª e da 4ª Promotorias de Justiça de Brumado. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas proximidades da unidade prisional. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado a pedido do Ministério Público, no âmbito de uma investigação que apura crimes relacionados à introdução, armazenamento, transporte e distribuição de entorpecentes dentro do presídio. Segundo as investigações, o grupo criminoso teria utilizado o acesso funcional de profissionais ligados ao serviço de saúde bucal da unidade para facilitar a entrada de drogas no estabelecimento penal. Após o ingresso do material ilícito, os entorpecentes seriam repassados a internos previamente identificados pelas autoridades.

 

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De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, o esquema contava com a participação de pessoas tanto dentro quanto fora da unidade prisional, com divisão de tarefas e utilização de estratégias destinadas a dificultar os procedimentos de fiscalização e revista. O nome da operação faz referência ao equipamento de escaneamento corporal utilizado no controle de acesso ao presídio. Conforme apurado pelo MP-BA, uma das investigadas teria se aproveitado de uma condição especial de saúde para evitar a passagem pelo aparelho de bodyscan, utilizando a justificativa para ingressar na unidade sem ser submetida à revista eletrônica, o que possibilitaria a entrada de drogas no local. As diligências realizadas nesta terça-feira buscam reunir novas provas, identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o conhecimento sobre a extensão do esquema investigado. Todo o material apreendido será analisado pelas autoridades para subsidiar o avanço das investigações. Até o momento, o Ministério Público não divulgou informações sobre prisões relacionadas à operação. As apurações seguem em andamento sob sigilo judicial.