Brumado: Réu acusado de tentativa de homicídio é julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (02)

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Tribunal do Júri da Comarca de Brumado realiza nesta terça-feira (2) o julgamento de Otávio Iure Aragão Santana, acusado de tentar matar Pablo William dos Santos Chaves com um disparo de arma de fogo na cabeça. A sessão acontece no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime ocorreu na madrugada de 24 de maio de 2025, nas proximidades do Bar de Vanda, no Bairro São Félix. Conforme a acusação, o réu teria convidado a vítima para sair do estabelecimento sob o pretexto de consumir drogas e, após percorrer alguns metros com ela, efetuado um disparo de pistola calibre 9 milímetros na região da cabeça. Mesmo gravemente ferido, Pablo William sobreviveu após ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para atendimento hospitalar. Segundo os autos do processo, a vítima passou por procedimentos cirúrgicos e ficou com sequelas permanentes, incluindo debilidade motora na mão esquerda e deformidade craniana. Além da acusação de tentativa de homicídio qualificado, Otávio também responde por tráfico de drogas. Durante diligências realizadas pela Polícia Civil no mesmo dia do atentado, foram apreendidos mais de 100 gramas de cocaína e embalagens plásticas em sua residência, localizada no Bairro Santa Tereza. Na decisão de pronúncia, que encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri, o magistrado responsável entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade. A decisão menciona depoimentos de testemunhas, reconhecimentos, apreensões e laudos periciais que apontam elementos de ligação entre o acusado e o crime investigado. O Ministério Público sustenta que a tentativa de homicídio foi motivada por questões relacionadas ao tráfico de drogas, configurando motivo torpe, além de ter sido praticada mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. As duas qualificadoras foram mantidas para apreciação dos jurados. A defesa, por sua vez, nega a autoria do disparo e questiona a regularidade das investigações. Os advogados também alegam que a droga encontrada na residência do acusado seria destinada ao consumo próprio. Otávio Iure permanece preso preventivamente. Ao manter a custódia, o juiz destacou a gravidade dos fatos apurados, a existência de outra ação penal relacionada ao tráfico de drogas e elementos que, segundo a decisão, indicam risco à ordem pública. Ao final da sessão, caberá ao Conselho de Sentença decidir se o réu é culpado ou inocente pelas acusações que lhe são imputadas.