Jaques Wagner critica alta dos combustíveis e aponta 'oportunismo' no mercado

Foto: Reprodução l Edilson Rodrigues l Agência Senado

O senador Jaques Wagner se manifestou sobre a recente elevação nos preços dos combustíveis no país e classificou o movimento como “oportunismo em cima da população”. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa de Jequié, na última sexta-feira (20). Segundo o parlamentar, os valores praticados atualmente não refletem impactos diretos de conflitos internacionais recentes, como a guerra no Oriente Médio. Ele argumentou que os combustíveis comercializados no momento já estavam no país antes da escalada dessas tensões. “É bom deixar claro que o combustível que está sendo vendido agora não chegou com preço novo depois da guerra, já estava aqui”, afirmou. Wagner também defendeu maior proteção à produção nacional em setores considerados estratégicos, como o petróleo, destacando a necessidade de políticas que preservem tanto a soberania quanto o poder de compra da população. No entendimento do senador, a privatização de ativos ligados à Petrobras reduziu a capacidade de intervenção do Estado na regulação dos preços. Ele citou como exemplo a antiga Refinaria Landulfo Alves (RLAM), argumentando que, sob controle estatal, seria possível adotar medidas para amenizar oscilações no mercado. “Antes, o governo tinha o poder de regular os preços para beneficiar a população. Na iniciativa privada, cobram o preço que quiserem”, disse. O senador ainda alertou para possíveis efeitos indiretos de conflitos internacionais prolongados. De acordo com ele, a continuidade de guerras pode afetar cadeias globais de suprimentos, especialmente no caso de fertilizantes, impactando diretamente o agronegócio brasileiro. No campo político, Wagner defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associando sua liderança ao papel do Brasil em um cenário internacional marcado por conflitos. “O mundo está olhando para o Brasil porque, diante da guerra de Rússia e Ucrânia, Oriente Médio e EUA, a eleição de Lula significa uma voz da paz”, concluiu.