Um episódio que evidencia falhas na assistência à saúde pública tem gerado revolta em Caculé, no sudoeste baiano. O paciente renal Márcio Brito Costa, de 35 anos, foi deixado sem transporte na madrugada após realizar sessão de hemodiálise, ficando por horas em situação de vulnerabilidade enquanto aguardava retorno para casa. Segundo familiares, Márcio percorre cerca de 113 quilômetros até Guanambi, onde realiza o tratamento três vezes por semana. Ele depende integralmente do programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para deslocamento. No entanto, nos últimos dias, o serviço teria falhado, deixando o paciente sem condução de volta ao povoado de Várzea Grande. Um vídeo gravado pelo irmão mostra Márcio sentado na rua por volta de 1h da madrugada, visivelmente debilitado após o procedimento, aguardando transporte que não chegou. A situação se repetiu em dois dias consecutivos, aumentando os riscos à saúde do paciente, que já enfrenta um tratamento rigoroso e desgastante. Em uma das ocasiões, a família conseguiu uma carona improvisada para levá-lo até a zona rural. Em outra, ele precisou passar a noite na casa de um conhecido. Para os familiares, o caso revela descaso e coloca em risco a vida de quem depende diretamente da regularidade do atendimento e da logística do TFD. Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde de Caculé não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. A família cobra providências urgentes para garantir transporte adequado, seguro e pontual, destacando que a falha no serviço pode comprometer seriamente a saúde e a dignidade de pacientes crônicos.
Paciente renal é deixado sem transporte após hemodiálise e passa madrugada ao relento em Caculé
Foto: Reprodução l Rede Social 