Gás de cozinha deve ficar cerca de R$ 5 mais caro na Bahia a partir deste mês

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O preço do botijão de gás de 13 quilos deve sofrer um aumento médio de aproximadamente R$ 5 em todo o estado da Bahia. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado (Sinrevgas), Robério Souza, e já preocupa consumidores, especialmente famílias de baixa renda. De acordo com o sindicato, o reajuste é resultado da combinação de fatores tributários, custos de suprimento e despesas operacionais do setor. Um dos principais impactos vem do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A elevação foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), vinculado ao Ministério da Fazenda, que reajustou a alíquota de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo. Com isso, o acréscimo por botijão chega a R$ 1,04. Outro fator determinante é o reajuste no preço do gás fornecido pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe. Segundo o Sinrevgas, houve aumento de R$ 1,00 no valor praticado pela refinaria, além de um repasse adicional de R$ 0,40 por parte das distribuidoras. Juntos, esses reajustes representam um acréscimo de R$ 1,40 nos custos de suprimento para os revendedores. Somados, os aumentos relacionados a tributos e fornecimento totalizam R$ 2,44. A esse valor, ainda se acrescentam os impactos do reajuste salarial dos trabalhadores do setor, o que eleva o repasse final ao consumidor para cerca de R$ 5. Atualmente, o botijão de 13 kg é comercializado na Bahia por valores que variam entre R$ 130,00 e R$ 165,00, dependendo da localidade e do ponto de venda. Com o novo reajuste, a tendência é de que os preços se aproximem do teto dessa faixa ou até o ultrapassem em algumas regiões. O aumento ocorre em um momento de maior pressão sobre o orçamento das famílias. A partir do dia 1º, também entrou em vigor o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, conforme publicado no Diário Oficial da União. Apesar do reajuste, especialistas alertam que a alta em itens essenciais, como o gás de cozinha, pode reduzir o poder de compra da população.