A Delegacia Territorial de Piripá concluiu o inquérito que investigou fraudes no processo de credenciamento de médicos junto à Prefeitura Municipal. A apuração identificou a atuação de uma associação criminosa formada por três indivíduos: um médico de 29 anos, um administrador de clínicas de saúde, também assistente social e bacharel em Direito, de 32 anos, e um advogado de 25 anos. Segundo a polícia, o grupo falsificou documentos e utilizou informações ideologicamente falsas para obter vantagens em processo administrativo. A denúncia foi apresentada em 7 de maio de 2025 pelo prefeito de Piripá, Cristiano Santos Silva (PSD), após a identificação de irregularidades no edital de Chamamento Público nº 002/2025. Uma empresa de negócios em saúde, dirigida pelo médico, apresentou documentação para credenciar 19 profissionais. No entanto, 12 médicos negaram a assinatura dos contratos e outros cinco tiveram declarações de instituições de ensino adulteradas. As investigações apontam que o administrador foi o principal articulador, responsável pela coleta, adulteração e envio dos documentos falsos. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, policiais encontraram no celular dele e-mails contendo os arquivos adulterados. Os três investigados foram indiciados pelos crimes de falsidade ideológica (art. 299 do CPB), uso de documento falso (art. 304 do CPB), falsificação de documento particular (art. 298 do CPB) e associação criminosa (art. 288 do CPB). A Polícia Civil solicitou ainda ao Judiciário que determine ao Ministério Público a apuração da possível prática de improbidade administrativa pelo assistente social, em razão da acumulação indevida de cargos públicos e possível enriquecimento ilícito.
Polícia Civil conclui inquérito e aponta fraude em credenciamento de médicos em Piripá
Foto: Divulgação 