Inema concede licença para operação subterrânea em mina de diamantes no interior da Bahia

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O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concedeu à Lipari Mineração Ltda. licença para implantar e operar uma mina subterrânea na Mina Braúna 3, localizada na zona rural de Nordestina, região do Sisal baiano. A autorização, publicada em portaria assinada pelo diretor-geral do órgão, Eduardo Topázio, tem validade de dois anos. Segundo o documento, a mineradora utilizará o método de “abatimento por subnível em recuo (Sublevel Retreat)”, avançando 200 metros abaixo da cava já explorada a céu aberto, que atingiu profundidade de 240 metros. Com a expansão subterrânea, a lavra deverá alcançar 440 metros no total. A licença contempla uma Área Diretamente Afetada (ADA) de 15,5 hectares e autoriza a construção de uma rampa de acesso de 1.970 metros. A meta operacional é lavrar 840 mil toneladas anuais de minério kimberlítico diamantífero, amparada pela Portaria de Lavra nº 476/2015 e pelo processo da Agência Nacional de Mineração (ANM) nº 870.908/1999, referentes às Fazendas Angical e Várzea Cumprida (Glebas 01 e 02). O Projeto Braúna começou a ser instalado em 2014, após a concessão da Licença de Instalação pelo próprio Inema. À época, foi divulgado que o complexo reunia 22 ocorrências de kimberlito e seria a primeira mina de diamantes da América do Sul desenvolvida em rocha kimberlítica, considerada a principal fonte primária do mineral. A Mina Braúna iniciou operação a céu aberto em 2016, concentrando atividades no depósito Braúna 3. Atualmente, processa cerca de 2 mil toneladas de minério por dia, em regime contínuo de 24 horas. Responsável por aproximadamente 80% da produção nacional de diamantes, a Lipari impulsionou o mercado externo: desde a entrada em operação da mina, as exportações brasileiras cresceram 4,6 vezes.