Fluxo de pessoas e produtos em ambientes frios exige atenção ao layout e à vedação; saiba como resolver

Foto: Reprodução l Freepik

Em ambientes onde o controle térmico é essencial, como câmaras frias e áreas de armazenamento refrigerado, a circulação constante de pessoas e mercadorias exige atenção especial à logística e aos aspectos técnicos. A movimentação frequente, se mal planejada, pode comprometer a temperatura interna, aumentar o consumo de energia e até colocar em risco a conservação de alimentos e medicamentos. Por isso, atenção ao layout e à vedação desses espaços é um fator decisivo para a eficiência e segurança das operações.

O aumento do fluxo em áreas refrigeradas, principalmente em pequenas e médias empresas do setor alimentício, hospitalar e farmacêutico, requer soluções práticas e bem estruturadas. A perda térmica decorrente da abertura de portas, da má disposição dos corredores e da ausência de barreiras físicas adequadas pode gerar impactos financeiros e
operacionais significativos.

Planejamento de layout: mais do que organização

O layout de uma câmara fria ou depósito refrigerado não se resume à disposição de prateleiras e corredores. Ele deve ser pensado estrategicamente para minimizar o tempo de
exposição ao ar externo e permitir uma circulação fluida e rápida. Quanto menos tempo as
portas ficarem abertas, menor será a troca de calor com o ambiente.

Posicionar os itens mais requisitados perto da entrada, delimitar rotas para entrada e saída de mercadorias e criar áreas separadas para carga e descarga são algumas das ações que ajudam a evitar gargalos. O uso de corredores largos o suficiente para a movimentação de empilhadeiras ou carrinhos também contribui para uma operação mais ágil e segura.

Barreiras físicas e vedação: aliados invisíveis na economia de energia

Além da boa organização do espaço, a vedação eficiente das entradas e saídas é essencial para manter a temperatura controlada. Portas mal vedadas, frestas e uso incorreto de cortinas de PVC podem causar o chamado “choque térmico”, prejudicando a conservação dos produtos e forçando os compressores a trabalhar mais, o que eleva o gasto energético.

Por isso, uma porta frigorífica com sensores de presença, cortinas de ar e barreiras isotérmicas são alternativas cada vez mais utilizadas para manter o ambiente refrigerado
estável mesmo com o fluxo intenso. Esses dispositivos atuam como uma proteção extra
contra a entrada de ar quente e ajudam a evitar a formação de gelo nas estruturas internas, um problema comum que compromete a eficiência do sistema.

Capacitação e rotina operacional também fazem diferença

Não basta contar com boa infraestrutura se a equipe não estiver treinada para lidar com as especificidades dos ambientes frios. É necessário que operadores e funcionários estejam cientes da importância de abrir e fechar as portas rapidamente, seguir os percursos estabelecidos no layout e realizar manutenções periódicas nas barreiras de vedação. Empresas que implantam rotinas bem definidas e capacitam seus colaboradores podem ter uma redução expressiva em perdas de produtos, paradas técnicas e consumo energético. Pequenas mudanças de hábito, somadas a investimentos pontuais em equipamentos e estrutura, podem gerar resultados consistentes no médio e longo prazo.

Sustentabilidade e competitividade caminham juntas

Com a eficiência operacional e a sustentabilidade cada vez mais interligadas, manter o controle térmico nos ambientes refrigerados é uma demanda que vai além da segurança
alimentar. Empresas que adotam práticas eficazes de vedação e organização também contribuem para a redução do desperdício de energia, reforçando seu compromisso ambiental e melhorando sua imagem no mercado. A estruturação adequada do layout e a escolha consciente de soluções de vedação são passos essenciais para quem deseja operar com eficiência em setores que dependem da refrigeração. Mais do que evitar perdas, essas medidas asseguram o bom desempenho das operações e protegem os investimentos feitos em infraestrutura e mercadorias.

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