Bahia registra mais de 72 mil celulares roubados ou furtados em 2024 e é o segundo estado com maior número de casos no país

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A Bahia registrou 72.133 celulares roubados ou furtados em 2024, de acordo com a edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número coloca o estado na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 287.849 ocorrências. Em terceiro lugar aparece o Rio de Janeiro, com 58.813 casos. Os cinco estados com mais registros são: São Paulo – 287.849; Bahia – 72.133; Rio de Janeiro – 58.813; Minas Gerais – 50.711; Pará – 50.175. Ainda segundo o relatório, apenas 2.375 aparelhos foram recuperados pela polícia baiana, o que representa cerca de 3,3% do total levado por criminosos. O levantamento também aponta que duas cidades baianas estão entre as dez com maior taxa de roubo e furto de celulares do país, considerando municípios com mais de 100 mil habitantes. Em resposta aos números alarmantes, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que a Operação Móbile, conduzida pela Polícia Civil (PC-BA), tem sido a principal iniciativa para a recuperação de celulares roubados e furtados no estado. Lançada em 2024, a operação já conseguiu recuperar mais de mil aparelhos, sendo 300 apenas no mês de maio. A SSP-BA também reforça o uso do Alerta Cidadão, um sistema gratuito que permite o cadastro de celulares, veículos e bicicletas no CPF do proprietário. Em caso de perda, furto ou roubo, o dono pode acionar o portal para gerar um alerta, auxiliando a polícia na localização do bem. O anuário revela ainda que cinco cidades baianas estão entre as dez mais violentas do país, considerando as taxas de mortes violentas por 100 mil habitantes. A Bahia, inclusive, lidera o ranking de estados mais violentos em números absolutos. Apesar disso, o estado apresentou uma redução de 8,4% nas mortes violentas em comparação com o ano anterior — em 2023, seis municípios baianos figuravam entre os mais violentos. As autoridades reforçam a orientação para que vítimas não reajam a assaltos, priorizando sempre a integridade física diante de situações de risco. O enfrentamento à violência segue como um dos maiores desafios da segurança pública no estado.