Moradores de comunidades rurais em Ituaçu e Brumado denunciam abandono e cobram abastecimento de água

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A prolongada estiagem que castiga o Sudoeste da Bahia e o Sertão Produtivo tem gerado uma crise hídrica cada vez mais alarmante. Moradores da Fazenda Roncador, localizada na zona rural de Ituaçu, denunciam situação de calamidade e cobram providências imediatas dos gestores municipais de Ituaçu e Brumado. Segundo relatos enviados ao site 97NEWS, a população da localidade está sendo obrigada a consumir água imprópria, "nem mesmo adequada para animais", segundo os próprios moradores. A escassez é tão severa que muitos residentes têm recorrido ao racionamento rigoroso para garantir o mínimo necessário para a sobrevivência. A água disponível é turva, contaminada e insuficiente para atender às necessidades básicas, tanto humanas quanto dos rebanhos, comprometendo a saúde pública e a subsistência das famílias da região. De acordo com os relatos, havia a expectativa de que a abertura das comportas da Barragem de Cristalândia, em Brumado, trouxesse alívio às comunidades ribeirinhas. No entanto, moradores afirmam que a liberação de água beneficiou apenas grandes produtores e barragens particulares, ignorando localidades menores e mais vulneráveis. "Um acordo havia sido firmado entre as prefeituras de Brumado e Ituaçu para garantir que a água chegasse até as comunidades. Mas, na prática, só chegou até a Fazenda Melancia, em Ituaçu", apontam. Após o fechamento da válvula de escape da barragem, fazendas como Barra da Marcela (Brumado), Roncador e Mangues (Ituaçu) ficaram completamente desabastecidas. Os moradores acusam os prefeitos Fabrício Abrantes (Brumado) e Phellipe Brito (Ituaçu) de negligência e pedem ação urgente. “Não é só uma questão de política, é uma questão de sobrevivência. A água que temos aqui é uma ameaça à nossa saúde”, desabafou um agricultor da região. A reportagem procurou as prefeituras envolvidas, mas até o fechamento desta matéria não houve posicionamento oficial. Enquanto isso, as famílias afetadas continuam enfrentando o drama da seca com pouca ou nenhuma assistência do poder público.