Cresce o problema dos cães soltos em Brumado, mas faltam ações efetivas da Prefeitura

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Apesar da percepção local de que o problema cresce de forma constante, não existem dados oficiais sobre a quantidade exata de cães soltos nas ruas de Brumado. Depoimentos apontam que a quantidade é “grande” e crescente, e já provocou incidentes como ataque a pedestres e acidentes de trânsito . Segundo relatos, há também uma situação de “jogo de empurra” entre órgãos e o poder público, sem uma ação de coordenação clara entre eles. Em maio de 2025, foi sancionada a Lei municipal nº?2.032/2025, que instituiu o Programa Municipal de Bem?Estar Animal e Castração, com medidas como castração gratuita, atendimento veterinário, estímulo à adoção e construção de um centro de acolhimento e reabilitação, no entanto, nada saiu do papel. Em julho, o município publicou o Decreto nº?101/2025, regulamentando o recolhimento administrativo de cães e aplicação de multas (R$?250 para animais de pequeno/médio porte) em caso de abandono ou circulação em vias públicas. Mas até o momento, ninguém foi multado. Apesar de projetos e leis recentes, moradores relatam ao site 97NEWS, pouca ou nenhuma efetividade das ações até o momento. A legislação e os decretos existem, mas não há evidência de que recolhimentos com regularidade estejam sendo realizados, tampouco que o canil ou central de acolhimento esteja operando plenamente. A ONG AUAU, parceira histórica em iniciativas de resgate, ainda trabalha com recursos limitados e capacidade superlotada, sem estrutura robusta do poder público para apoio efetivo.  Além disso, na prática, não há um centro de controle de zoonoses, o que dificulta ainda mais o acolhimento desses animais. A presença de cães com sarna nas ruas representa risco de zoonoses e contaminação ambiental. Animais soltos também têm sido implicados em acidentes de trânsito e agressões a moradores. Voluntários da ONG AUAU vêm alertando, há anos, sobre a saturação da estrutura municipal para acolher resgates. Uma integrante descreveu que “a situação se agravou muito nos últimos meses” e que a organização atua com esforço hercúleo, mas oferece atendimento limitado frente à demanda crescente. Isso evidencia que o principal problema não é a ausência de leis ou programas, mas sim a implementação concreta do poder público de Brumado.