Julgamento de homicídio no Hospital de Brumado termina com condenação de 17 anos

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O julgamento de Wanderson Oliveira, acusado de um homicídio na cidade de Brumado terminou na madrugada desta quarta-feira (9), no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu. O juiz Genivaldo Alves Guimarães proferiu a sentença após mais de 15 horas de sessão iniciada na manhã de terça-feira (8). Conforme os autos, o crime ocorreu no dia 28 de abril de 2024, por volta das 11h30, dentro do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto (HMPMN), durante o horário de atendimento. Wanderson entrou armado na unidade de saúde, acompanhado de outro homem, simulando ser acompanhante de um paciente. Ele seguiu até a sala de raio-x, onde se encontrava a vítima, Filipe Batista Lobo, que havia sido baleado anteriormente, estava com o braço imobilizado e recebia soro enquanto aguardava um exame de imagem. Segundo a denúncia do Ministério Público, Wanderson efetuou 22 disparos contra Filipe, a maioria direcionada à cabeça. Durante a fuga, uma enfermeira foi feita refém sob ameaça de arma de fogo, e novos disparos foram realizados dentro do hospital, colocando em risco pacientes e profissionais. O porteiro do hospital, que chegou a ser acusado de participação, foi absolvido pelo júri por negativa de autoria, após análise das provas. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido mediante dissimulação, o que impediu qualquer reação da vítima. Contudo, a defesa argumentou que a motivação envolveu ameaças anteriores feitas por Filipe a Wanderson, o que levou ao reconhecimento do homicídio privilegiado por relevante valor moral, atenuando parcialmente a pena. A pena foi fixada em 17 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. A prisão preventiva foi mantida devido à periculosidade do réu. A acusação de associação criminosa entre os dois executores foi rejeitada pela Justiça por ausência de provas materiais.