O julgamento de Wanderson Oliveira, acusado de um homicídio na cidade de Brumado terminou na madrugada desta quarta-feira (9), no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu. O juiz Genivaldo Alves Guimarães proferiu a sentença após mais de 15 horas de sessão iniciada na manhã de terça-feira (8). Conforme os autos, o crime ocorreu no dia 28 de abril de 2024, por volta das 11h30, dentro do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto (HMPMN), durante o horário de atendimento. Wanderson entrou armado na unidade de saúde, acompanhado de outro homem, simulando ser acompanhante de um paciente. Ele seguiu até a sala de raio-x, onde se encontrava a vítima, Filipe Batista Lobo, que havia sido baleado anteriormente, estava com o braço imobilizado e recebia soro enquanto aguardava um exame de imagem. Segundo a denúncia do Ministério Público, Wanderson efetuou 22 disparos contra Filipe, a maioria direcionada à cabeça. Durante a fuga, uma enfermeira foi feita refém sob ameaça de arma de fogo, e novos disparos foram realizados dentro do hospital, colocando em risco pacientes e profissionais. O porteiro do hospital, que chegou a ser acusado de participação, foi absolvido pelo júri por negativa de autoria, após análise das provas. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido mediante dissimulação, o que impediu qualquer reação da vítima. Contudo, a defesa argumentou que a motivação envolveu ameaças anteriores feitas por Filipe a Wanderson, o que levou ao reconhecimento do homicídio privilegiado por relevante valor moral, atenuando parcialmente a pena. A pena foi fixada em 17 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. A prisão preventiva foi mantida devido à periculosidade do réu. A acusação de associação criminosa entre os dois executores foi rejeitada pela Justiça por ausência de provas materiais.
Julgamento de homicídio no Hospital de Brumado termina com condenação de 17 anos
Foto: Luciano Santos l 97NEWS 