Brumado: Prefeito Fabrício Abrantes aluga carro de luxo com dinheiro público apesar de frota própria

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A Prefeitura de Brumado, no Sudoeste da Bahia, firmará um contrato de aluguel de um veículo de luxo, modelo Toyota SW4 com sete lugares, para uso exclusivo do prefeito Fabrício Abrantes (Avante), com custo anual de R$ 172.224,00 aos cofres públicos. O automóvel, segundo a administração municipal, será utilizado todos os dias da semana, incluindo feriados. O contrato, que terá validade de 12 meses, foi justificado sob o argumento de que o município “não tem recursos financeiros suficientes para aquisição de um veículo desta categoria devido ao seu custo”. Entretanto, a medida tem gerado críticas da população e de representantes da oposição, que destacam a existência de veículos semelhantes já pertencentes à frota da prefeitura. 

SW4 que já faz parte da frota da prefeitura - Foto: Divulgação

Um dos veículos, uma SW4 do mesmo modelo, foi recentemente destinada à Guarda Civil Municipal (GCM). Além dela, uma picape Fiat Toro também está disponível para uso administrativo. A justificativa do prefeito inclui a necessidade de um veículo com altura específica e potência adequada às condições do solo da região. “A prefeitura de Brumado tem uma frota de veículos novos, deixados pelo ex-gestor. Não justifica o aluguel de um carro de luxo, já que a prefeitura tem um. E por que alugar?”, questiona o mototaxista Paulo Meira, morador da cidade. A decisão ocorre em meio a outras críticas sobre os gastos da gestão. “Como é que a prefeitura vai gastar mais de um milhão de reais nos festejos juninos da cidade e não tem dinheiro pra comprar um carro? Prefere alugar!”, pontuou Alberto Costa, auxiliar de mecânica.

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De acordo com a Tabela Fipe, o valor de mercado do veículo requisitado pelo prefeito varia entre R$ 368.478 (versão SRX Platinum 7L 4x4 Automático) e R$ 424.558 (versão Diamond 7L 4x4 Automático). Considerando o valor do aluguel ao longo de quatro anos, o custo total seria de R$ 688.896 — quantia que seria suficiente para comprar o automóvel e ainda investir em outras necessidades do município. A oposição já se mobiliza para protocolar uma denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), questionando a legalidade e a moralidade do contrato.

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