A confirmação da morte do professor Davidson Souza Brito, de 33 anos, vítima de meningite bacteriana, provocou comoção entre moradores de Biritinga, no interior da Bahia, e acendeu um alerta sobre os riscos e formas de prevenção da doença. De acordo com a Prefeitura de Biritinga, Davidson passou mal na última quarta-feira (2) e foi levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu. Ele lecionava no povoado da Vila, na zona rural do município. Em nota oficial, a administração municipal afirmou que todas as medidas de vigilância epidemiológica e prevenção estão sendo adotadas, e reforçou a importância de procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que familiares e pessoas que tiveram contato próximo com o professor receberam quimioprofilaxia, tratamento preventivo com antibióticos utilizado em casos de exposição à meningite.
Os sintomas costumam surgir de forma repentina, incluindo:
-
Febre alta
-
Dor de cabeça intensa
-
Náuseas e mal-estar
-
Rigidez na nuca (dificuldade para encostar o queixo no peito)
-
Sonolência ou confusão mental, em alguns casos
A meningite bacteriana é transmitida por contato próximo e prolongado com secreções respiratórias da pessoa infectada, como saliva, beijo, espirro, tosse, além do compartilhamento de copos, talheres e objetos pessoais. Quem mora com a pessoa doente, teve contato direto com saliva ou secreções, ou participou de procedimentos médicos próximos ao paciente deve procurar o posto de saúde o quanto antes para receber orientação e tratamento preventivo. Dados do Ministério da Saúde revelam um cenário preocupante: o Brasil já registrou 14.352 casos suspeitos de meningite em 2024, com 974 mortes confirmadas. Na Bahia, foram 131 casos da forma bacteriana, com 26 óbitos neste ano.
