Os servidores do Poder Judiciário da Bahia iniciaram, nesta semana, uma paralisação parcial e progressiva para pressionar a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA) a aprovar o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que está parado desde agosto de 2024. A categoria também cobra a recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos oito anos, que já chegam a quase 60%, devido à falta de reajuste linear. A mobilização, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, prevê a interrupção das atividades em horários específicos:
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Paralisações diárias das 08h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30;
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Paralisação de 24 horas todas as quartas-feiras;
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No dia 1º de abril, um grande ato no Átrio do TJBA, com paralisação total por 24 horas.
Em Brumado, os servidores filiados ao Sintaj fizeram um movimento em frente a sede dos Juizados Especiais Civel e Criminal.
Impacto nos serviços
O movimento pode afetar o andamento dos processos e o atendimento ao público nos fóruns do estado. Apesar disso, os servidores afirmam que a paralisação é necessária diante da desvalorização da categoria e reforçam que não lutam por privilégios, mas por direitos e melhores condições de trabalho. "Somos nós que garantimos o funcionamento do Judiciário, atendemos a população e damos andamento aos processos. No entanto, estamos há anos sem reajuste adequado e sem a valorização que merecemos", afirmam os servidores em nota pública.
Negociação em impasse
Até o momento, não há previsão de avanço nas negociações. O projeto do PCCV segue sem votação na ALBA, e o governo estadual ainda não apresentou uma proposta concreta para atender às demandas da categoria. Com a intensificação das paralisações, a expectativa dos servidores é pressionar o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e os parlamentares para que o impasse seja resolvido o quanto antes. A categoria afirma que seguirá mobilizada até que suas reivindicações sejam atendidas.
