A Justiça Federal da Austrália realizou nesta semana audiências para investigar a atuação do X, antigo Twitter, acerca de casos de exploração sexual infantil e aliciamentos de crianças e adolescentes por meio da plataforma. O caso foi aos tribunais devido à fiscalização da Comissão de Segurança Eletrônica (eSafety) da Austrália, órgão responsável por regular o ambiente online no país. “O que estamos falando aqui são crimes graves acontecendo nessas plataformas, cometidos por adultos predadores contra crianças inocentes, e a comunidade espera que todas as empresas de tecnologia tomem medidas significativas”, afirmou Julie Inman Grant, chefe da eSafaty. Segundo a Comissão, foram enviados questionamentos a diversas plataformas como Google, o Tiktok, a Meta (dona do Facebook, Instagram e Whatsapp), entre outros. O eSafery solicitou respostas de como as empresas detectam e combatem conteúdos de abuso sexual infantil e de aliciamento de menores na internet. Julie Inman Grant informou que a rede X e o Google não responderam corretamente uma série de perguntas que foram formuladas. “A não conformidade do Twitter/X foi considerada mais séria, com a empresa falhando em fornecer qualquer resposta a algumas perguntas, deixando algumas seções inteiramente em branco. Em outros casos, o Twitter/X forneceu uma resposta que estava incompleta e/ou imprecisa”, disse.
Justiça da Austrália abre processo contra X em casos de exploração sexual infantil
Foto: Reprodução l NASAl Aubrey Gemignani 