Com 38 casos de Mpox, Bahia registra queda em 2024

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Os casos de mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, voltaram a crescer em diversas partes do mundo, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar, na última quarta-feira (14), que a doença é novamente considerada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Embora o aumento global seja preocupante, a Bahia apresenta um cenário distinto, com uma queda acentuada nos registros desde 2022, conforme dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Segundo país em número de casos, o Brasil registrou 11.212 casos de mpox entre 2022 e 2024. Destes, apenas 215 ocorreram na Bahia, a maioria em 2022, ano em que a doença também foi classificada como uma emergência internacional. Naquele período, o estado notificou 2.752 casos, dos quais 151 foram confirmados pela Sesab. No ano seguinte, os números caíram drasticamente, com apenas 26 casos confirmados em todo o estado. Já em 2024, observou-se um leve aumento, com 38 casos confirmados até o dia 12 de agosto, resultantes de 111 notificações enviadas pelas secretarias municipais de saúde. Apesar do aumento geral neste ano, nos últimos meses houve uma queda. O pico de contaminação pela mpox na Bahia ocorreu em janeiro, 12 casos. Desde então, os números têm mostrado uma tendência de queda: em fevereiro, foram seis casos confirmados, e em agosto, apenas um. Salvador é a cidade baiana com o maior número de confirmações desde o início de 2024, totalizando 25 casos. Até o momento, não houve registros de mortes causadas pela mpox no estado. Foi uma nova variante (1b) da mpox a principal responsável pelo alerta da OMS. A nova cepa já havia sido identificada pelo órgão, mas recentemente a proliferação e as características do vírus deixaram os cientistas preocupados. O que chama atenção também é que, comparada à variante que causou a epidemia global em 2002, a nova cepa pode causar mais mortes, a taxa de letalidade dela é superior a 10% entre crianças pequenas na África Central.