As mudanças climáticas em 2023 causou prejuízos enormes ao Brasil. Temporais inundaram cidades no sul, ondas de calor atingiram a Bahia provocando uma seca prolongada que bate recordes. No estado, já são 147 municípios em situação de emergência e mais de 1,8 milhão de pessoas afetadas. Essa já é a maior estiagem desde a década de 1980. E a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) afirma que não há sequer previsão para o fim dessa seca, que se concentra na região do semiárido. Uma das causas é a atuação do fenômeno El Niño, que é também o motivador das chuvas e das ondas de calor em outras regiões do país e tem a previsão de ficar ainda mais forte neste ano. Na Região Sudoeste, já falta água para os animais e foram registradas, nos últimos meses, milhares de mortes de cabeças de gado e significativas perdas na produção agrícola. Além disso, há ainda a preocupação com as queimadas na Região da Chapada Diamantina. Só nas últimas semanas de 2023, 150 homens do Corpo de Bombeiro se dividiram em uma operação pelo estado para atuar em incêndios florestais. O mais recente foi no último sábado no Vale do Capão. Tudo isso traz impactos não só para o PIB do estado, mas também para a renda de pequenos produtores e para as mesas das famílias baianas.
Bahia tem a maior seca desde a década de 1980; Região Sudoeste e Chapada Diamantina sofrem com a estiagem
Foto: Luciano Santos l 97NEWS 