Brumado: Após cinco meses, moradora do assentamento 'sem terra' cobra providências por incêndio em sua residência

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Em 16 de fevereiro deste ano, um casal teve sua casa incendiada em um suposto crime ocorrido no assentamento “Sem Terra”, localizado na região da Fazenda Santa Tereza, as margens da BA-148. Na época, a recicladora Vera Lúcia Muniz Ramos, 52 anos, chegou acionar a concessionária de energia em busca de uma solução, mas a empresa afirmou que o incêndio não foi provocado por um curto circuito. “Eles foram lá, disseram que a rede de energia era nova, não foi na energia”, afirma. Ainda em fevereiro, Vera registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de Brumado em busca de solucionar o caso. "Eu e meu esposo estávamos trabalhando, e ai o vizinho ligando pra a gente informando que nossa casa estava pegando fogo. Quando a gente chegou lá, minha casa toda estava em chamas, ficamos desesperados e não teve como salvar nada, perdemos tudo", disse.

Vera Lúcia construiu o imóvel com o marido - Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Ela conta ainda que todos os móveis da residência foram queimados. “Perdemos sofá, geladeira, cama, roupas, armários, até o telhado veio abaixo”, diz. Vera Lúcia acredita que o incêndio foi criminoso por conta de uma janela arrombada. “A janela da lateral da casa foi arrombada e um botijão de gás foi roubado. Olha, foi um desespero, porque a gente trabalha de sol a sol pra conseguir construir a nossa casinha e depois vem uma pessoa e destrói tudo”, disse. Ainda segundo ela, após o fato, peritos da Polícia Civil foram até o local e fizeram a perícia, no entanto, cinco meses se passaram e nenhuma resposta sobre o caso foi dada. “A gente pede providências das autoridades porque não sabemos quem foi, nossa casa ta lá, destruída, não tem dinheiro pra reformar. Eu e meu marido trabalhamos com reciclagem e não sobra muito”, contou emocionada a recicladora Vera Lúcia, de 52 anos.

A estrutura da casa foi comprometida - Foto: Luciano Santos l 97NEWS