O delegado Rhudson Barcelos não é mais o responsável pela investigação do duplo homicídio na região rural da cidade de Guanambi, onde mãe e filha foram mortas (veja aqui). Na segunda-feira (14), Rhudson concedeu uma entrevista coletiva à imprensa local e afirmou que as roupas das vítimas teriam chamado a atenção do suspeito. “Pelo que ficou subentendido e a gente apurou até o momento, não houve premeditação. Ele não tinha a intenção de praticar o estupro específico com as vítimas. Foi uma questão de coincidência, quando ele saiu do trabalho, [...] se deparou com as duas, com aquelas roupas de malhação, de caminhada, obviamente chamando atenção. Ele disse que daí começou a ter desejo sexual e as seguiu. Passou por elas, estacionou e ficou esperando”. O delegado ainda chamou atenção para uma suposta discussão entre Alcione Malheiros, de 42 anos, e o marido no sítio da família. A discussão teria ocorrido no dia do crime. "Nesse dia a vítima tinha tido discussão com marido sítio da família saíram 11h15 casa do sogro, e a sogra pediu para que ela não levasse a filha adolescente, mas que a mãe não viu problema". contou. As declarações do delegado repercutiram negativamente nas redes sociais e geraram um protesto feito por mulheres na frente da delegacia na cidade na noite de terça-feira (14). Rhudson esteve à frente das investigações desde o início do caso, inclusive coordenou a ação que resultou na prisão do suspeito, Marco Aurélio da Silva, de 36 anos. Diante da repercussão, o delegado foi afastado do caso. A 22º Coorpin despachou o inquérito policial para o delegado Dr. Gean Carlos e anunciou a criação de uma comissão formada por três delegados entre eles uma mulher. Uma comissão também foi formada por parentes das vítimas.
