Brumado: Sem eventos presenciais por conta da pandemia, membros do Grupo da Terceira Idade usam o celular para encontros virtuais

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Em tempos de pandemia, as pessoas têm buscado novas formas de estudar, de interagir e de se reunir. É nesse contexto que o Grupo da Terceira Idade, começou sua inclusão digital, para poder continuar os encontros semanais em que compartilham memórias e experiências. O propósito desses encontros, segundo a presidente do Grupo, Neli Silva Pinto, 83 anos, é estimulá-los a lembrarem sobre o passado. “Todas as terças-feiras a gente se reunia, e no final do mês, comemorávamos os aniversariantes do mês com música ao vivo. Era uma diversão muito grande, mas com a pandemia, tivemos que parar tudo”, disse ao 97NEWS. O Grupo da Terceira Idade reunia semanalmente dezenas de idosos acima de 65 anos em atividades presenciais na União Recreativa. Com a necessidade de isolamento social, os encontros tornaram-se inviáveis, principalmente pelos participantes se enquadrarem no grupo de risco, por conta da faixa etária. Mas, da mesma forma que muitas atividades decidiram continuar suas operações a distância, o Grupo precisou se adaptar e promover os encontros por ligações ou por aplicativos de mensagens. "Com o isolamento, sentimos a necessidade de comunicação umas com as outras, então nossa ferramenta foi o celular. A gente liga pra uma, manda mensagem pra outra, fala pelo vídeo, assim tá sendo nossa rotina", comentou Silva.

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Uma das conquistas citada por dona Neli, foi a aquisição da sede própria do Grupo, que foi construída no bairro Santa Tereza. "Nós ganhamos um terreno do prefeito Eduardo Vasconcelos, e ai, esse terreno ficou lá por vários anos com a mudança de presidente no Grupo. Depois de quatro anos, eu voltei a ser presidente e fui mais uma vez no gestor. Ai foi quando ele mandou levantar, telhar e deixar no contrapiso, ficando para nós apenas as portas e acabamento", disse a presidente do Grupo da Terceira Idade. Para concluir a obra, os membros foram ao comércio local e conseguiram patrocínios. "Durante essa pandemia, eu consegui fazer um 'Livro de Ouro', e sai no comércio pedindo, não teve uma pessoa que me negou, todos me ajudaram. Agora só nos resta algumas portas para concluir o local", disse Neli. Por fim, ela espera o retorno dos encontros com a chegada da vacina. "Com certeza, esperamos voltar logo nossos encontros, faz muita falta.