ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Polícia Civil lança nova plataforma virtual para registrar ocorrências

Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia

Brumado: Tradição de vários anos, Grupo Pax Nacional doa brinquedos as crianças

Brumado: Decreto Desobriga o uso de máscara facial na cidade; mas há restrições

Brumado: Com a morte do cantor e comunicador Tote Lima, esposa passa por dificuldades

União se compromete a corrigir defasagem de doses de vacina à Bahia

Brumado: Prefeito Eduardo Vasconcelos pede desfiliação do PSB

IBGE cancela processo seletivo de 204 mil vagas para o Censo 2022

Brumado: Mesmo em lados opostos, Fabrício Abrantes repudia fake news contra 'Verimar do Sindicato'

Brumado: Policlínica municipal de saúde será transferida para a sede da Upa 24h

Paramirim: Motorista de 41 anos morre em acidente na BA-152

No exterior, Rui Costa tenta atrair projeto de energia renovável para indústria baiana

Dois foragidos que viajavam em ônibus são presos pela PRF em Vitória da Conquista

Rede estadual tem aulas 100% presenciais nesta segunda-feira (18)

Prefeitura de Brumado pretende doar terreno para construção de hospital particular

Pax Nacional promove nesta segunda-feira (18) a 'Festa das Crianças'

Brumado: Em outro ângulo, câmera registra grave acidente na BR-030; veja

Conheça o kit 'Barriga Tanquinho' de Marcelo Esportes

Conquista: Com ajuda de cão farejador, PRF encontra maconha levada em ônibus

RotSat: Conheça o nosso site com 'Menu' de acesso rápido


Relatório da PF diz que mulher de governador de Minas tinha empresa de fachada

Trecho do relatório da PF – Editoria de arte

A Polícia Federal acusa a jornalista Carolina de Oliveira Pereira, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de manter empresa que é usada pela organização do empresário Benedito de Oliveira, um dos presos nesta sexta-feira pela Operação Acrônimo. Um dos relatórios da operação a que o GLOBO teve acesso afirma que Oli Comunicação e Imagens, que está em nome de Carolina, seria apenas uma empresa de fachada. A empresa teria sido usada pelo grupo de Benedito para movimentação financeira indevida. A Polícia Federal concluiu que a Oli Comunicação é empresa fantasma depois de fazer uma visita ao endereço da empresa. No papel, a Oli funciona no mesmo endereço da PP & I Participações Patrimoniais, outra empresa supostamente usada em negócios nebulosos de Benedito Oliveira. "Conforme item 3.1.1. da Informação 009/2015, embora a recepcionista do local tenha referido o funcionamento da empresa Oli, nos salas 1810 e 1881 (onde deveria funcionar a empresa) não foi encontrada qualquer indicação da existência da mesma", diz o procurador Ivan Marx ao pedir à Justiça Federal busca e apreensão de documentos em endereços de Caroline. 

Segundo o procurador, "pode se concluir que, tanto a empresa PP & I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, a empresa Oli Comunição e Imagens também seria uma empresa fantasma possivelmente utilizada para os fins Orcrim (organização criminosa) com a conivência de sua proprietária Caroline de Oliveira Pereira". Antes de se casar com Fernando Pimentel, Carolina trabalhava como assessora de imprensa do petista no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ela era contratada por meio do BNDES, órgão vinculado ao ministério comandado por Pimentel. A ação da PF ocorreu no endereço onde Carolina vivia antes da eleição de Pimentel, em Brasília. Atualmente, a primeira-dama mora no Palácio dos Mangabeiras, em Belo Horizonte, residência oficial do governador do estado. Procurado pelo GLOBO para comentar a ação na casa de Carolina, o governo de Minas informou, apenas, que “não é objeto de investigação neste processo”. Na tarde de ontem, a primeira-dama divulgou nota informando que “viu com surpresa a operação de busca e apreensão realizada em sua antiga residência, em Brasília” e que “acredita que a própria investigação vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas” A Operação Acrônimo apura o que a PF diz ser um esquema de montagem de empresas para lavar dinheiro. A maior parte das empresas é considerada, pela PF, como de fachada. Elas teriam movimentado mais de R$ 500 milhões desde 2005, só em contratos com o governo federal. A Gráfica Brasil — principal empresa da família de Benedito — faturou R$ 465 milhões nesse período. Isso chamou a atenção dos investigadores. Outra empresa do grupo, chamada Due, faturou R$ 65 milhões em eventos. Parte do dinheiro pode ter sido doação para campanhas. Nas buscas, foram aprendidos R$ 98 mil e US$ 5 mil. A assessoria da PF informou que, durante a operação, teria sido constatado que o grupo investigado continuou a atuar e por isso foi feita prisão em flagrante. A PF não esclareceu em que circunstância isso ocorreu. Ao todo, 12 carros foram apreendidos e estão na superintendência da PF em Brasília. Segundo a PF, o grupo fazia transações com pequenas quantias para ficar fora do radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A técnica é batida e ganhou um apelido “smurffing”. O nome deriva do desenho Smurfs: criaturinhas que vivem numa aldeia mágica e conseguem passar despercebidas dos humanos.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário