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Júri em Brumado condena Marta Dias de Barros a 24 anos por mandar matar o marido; sessão registra prisão por falso testemunho

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Fórum de Brumado foi palco de um dos julgamentos mais tensos dos últimos anos. Após um longo período de investigação e espera por parte da família da vítima, Marta Dias de Barros foi condenada a 24 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do marido, Regimalco dos Santos Mirante, morto de forma brutal há oito anos, na zona rural de Aracatu. A sessão do Júri Popular mobilizou familiares e moradores que acompanharam o caso desde 2017. Muitos vestiam preto e carregavam camisetas com a foto de Regimalco, em um ato simbólico por justiça. O crime aconteceu na região de Umburanas, em Brumado, onde o corpo do homem, então com 37 anos, foi encontrado com sinais de queimaduras, apedrejamento e com os braços amarrados. A investigação apontou Marta como mandante do homicídio, que teria sido executado por um suposto amante. O acusado pela execução, no entanto, morreu posteriormente por envenenamento — um caso tratado à época como possível suicídio, dificultando o avanço das apurações. Marta chegou a ser presa ainda em 2017, mas foi liberada meses depois diante da falta de provas conclusivas. O processo seguiu em curso por anos até culminar, agora, no julgamento que definiu sua condenação. Mas, se o julgamento já trazia forte carga emocional, um episódio inesperado intensificou ainda mais o clima na sessão. Um homem de 59 anos, morador da Fazenda Várzea do José, em Tanhaçu, foi preso em flagrante por falso testemunho após contradizer informações e demonstrar comportamento que chamou a atenção do juízo. Assim que o julgamento foi encerrado, o magistrado determinou sua condução imediata. Ele foi apresentado na Delegacia Territorial de Brumado e autuado, sendo estipulada fiança no valor de três salários mínimos. Com o veredito do Conselho de Sentença, Marta Dias de Barros deverá ser capturada e cumprir a pena em regime fechado. A família de Regimalco recebeu a condenação com emoção e alívio, depois de quase uma década de espera por uma resposta da Justiça. A prisão pelo falso testemunho, ocorrida no mesmo julgamento, reforçou a seriedade e o rigor da sessão que marcou o desfecho do caso.



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