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Brasil: Classe média compra mais no atacado para fugir da inflação

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Lojas com ar-condicionado, bem iluminadas, com pé-direito alto, espaço para adega, fatiamento de frios, açougue e cafeteria. "Luxos" tão comuns aos super e hipermercados começam a fazer parte de atacarejos -- um espaço de vendas tradicionalmente espartano, em que empilhadeiras de pallets dividem espaço com os clientes nos corredores. Pressionadas por uma inflação galopante -- o IPCA chegou a 11,30% no acumulado de 12 meses até março --, as famílias de maior renda passaram a frequentar mais esse tipo de espaço em busca de preços 15% mais baixos baixos, em média. Segundo pesquisas, no mercado brasileiro de atacarejo (que movimentou cerca de R$ 200 bilhões no ano passado, alta de 25% na comparação anual), as famílias de classes A e B representam 34% do público. No varejo alimentar em geral, A e B somam 28%. Atualmente, 2 a cada 3 lares (66%) no Brasil fazem compras em atacarejos. Em 2017, eram 59%. A média de visitas é de uma vez e meia por mês, ou seja, o público faz uma compra de abastecimento e em parte das vezes volta para fazer uma compra de reposição.



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