ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Itapetinga: Passageira morre e três pessoas ficam feridas em capotamento na BA-263

Empresa abre várias vagas de emprego em Brumado

Botuporã: Três pessoas morrem e outras cinco ficam feridas em acidente na BA-156

Brumado: Campus da UNEB realiza a primeira sessão das oficinas de ‘Arteterapia’ no Bairro Urbis 2

Fisioterapeuta da Clínica Mais Vida fala sobre a importância da fisioterapia no alívio das dores causadas pela Chikungunya

Bahia ocupa 3° lugar no ranking nacional de habitações precárias, aponta fundação

Sindicato dos Comerciários conquista vários benefícios para todos os trabalhadores e trabalhadoras do comércio de Brumado e Região

Google Tradutor adiciona Guarani e outros idiomas da África, Ásia e América do Sul

Polícia Rodoviária Federal registra apreensão recorde de cocaína em 2021

Mãe tenta vender filho por R$ 400 e foge do hospital após parto

Brumado: Homem é preso após matar companheiro da ex-namorada com golpes de faca no bairro do Mercado

Planejamento das Eleições Gerais 2022 é debatido na sede do TRE-BA

Barra da Estiva: PM apreende seis carros com suspeita de serem clonados

CGU aponta R$ 2,6 bi em desvios do Farmácia Popular

Eleições no Clube Social de Brumado: Chapa 2 quer renovação e inclusão das mulheres na gestão

Estados dizem que cumpriram lei e vão recorrer no STF sobre ICMS no diesel

Em mais uma decisão, justiça suspende licitação que pretendia privatizar serviços de água e esgoto em Brumado

Confira os especialistas da semana na Clínica Mais Vida em Brumado


Campanha, debates e o dilema em não saber em quem votar

(Imagem Ilustrativa)

A campanha eleitoral começou oficialmente na última quinta-feira. No entanto, há tempos os candidatos jorram ideias e críticas aos adversários e poucos são efetivamente propositivos. Como observadores da cena política por obrigação profissional, quase sempre os jornalistas são obrigados a responder a uma questão básica: "já sabe em quem vai votar?". Por enquanto, é mais fácil e cômodo dizer em quem não vamos votar - e aqui não é espaço para campanha política, por isso a informação não será pública. E não está sendo nada fácil escolher os candidatos - desde a Presidência da República aos deputados federais e estaduais. Até agora são raros os postulantes que produziram um discurso mínimo que possamos endossar. Até o momento, os extremos estão bem explícitos. Já as posições mais moderadas, mais palatáveis para a maioria da população, acabam diluídas em meio a profusão de informações desconexas apresentadas pelos candidatos.

As candidaturas ao governo e à presidência, pelo menos, tiveram a oportunidade de serem debatidas na televisão. Ainda que de maneira pouco interessante para o eleitor, foi possível ver o comportamento dos principais nomes a concorrer aos cargos. Para o Palácio do Planalto, a confusão deve ser prolongada. Enquanto não houver um caminho final sobre  eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, existe um limbo difícil de ser transposto. O PT vai insistir ainda mais na tese de inocência do ex-presidente, amparado pela liminar concedida pela Comissão Internacional de Direitos Humanos da ONU. É como se os problemas brasileiros fossem pequenos, aí a decisão internacional coloca álcool em um país em chamas. Enquanto no plano federal ainda paira muita incerteza, a cena baiana está bem desenhada. Pena que o debate que tenha sido tão pouco aproveitável para entender quais são as propostas reais daqueles que desejam ser governadores. Rui Costa (PT) ainda segue no tom de usar o atual mandato para se impulsionar e defender um lulismo pós-Lula - sem tocar nas fragilidades visíveis dos sucessivos governos petistas. José Ronaldo (DEM) omite que as gestões dele não foram tão boas quanto os discursos dele os são e também quais são os principais aliados do DEM em Brasília. João Santana (MDB) vive em um mundo nostálgico onde o MDB era um partido sério e preocupado com o futuro do Brasil. Marcos Mendes (PSOL) faz um debate necessário, mas repleto de contradições que a esquerda ainda não conseguiu responder. Restam João Henrique (PRTB) e Célia Sacramento (Rede), que devem ser levados tão a sério quanto eles se levam. Ainda falta a propaganda de rádio e TV, considerada um marco para as campanhas eleitorais. Diante do que se viu até agora, aguardar por ela talvez seja a alternativa possível para conhecer efetivamente os candidatos. E torcer para que no dia 7 de outubro não apenas os jornalistas saibam responder em quem vão votar. Este texto integra o comentário desta segunda-feira (11) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário