Funcionário de igreja acusado de estupro após coroinha contrair sífilis é afastado

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O funcionário de uma igreja que foi acusado de estupro por um dos coroinhas, de 13 anos, após o menor ter contraído sífilis, foi afastado das funções na paróquia da igreja da cidade de Caravelas, no extremo sul da Bahia. Ele também é investigado pela Polícia Civil por outro caso de estupro. O garoto que fez a denúncia contou que outro adolescente também foi estuprado pelo mesmo homem. O delegado Gilvan de Meireles Prates, titular da Delegacia de Caravelas, disse que o outro menor foi ouvido, mas nega que tenha sido abusado. Ainda assim, a polícia encaminhou o garoto para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde realizou exames para verificar se ocorreu estupro. Os resultados ainda não foram divulgados. Segundo comunicado da paróquia de Teixeira de Freitas, responsável pela igreja de Caravelas, o homem foi afastado assim que teve conhecimento das acusações. A nota diz, ainda, que o suspeito tem deficiência mental. "Embora seja funcionário da paróquia, o mesmo possui deficiência mental comprovada através de laudo médico e é contratado nesta modalidade para suprir uma exigência legal", diz a nota. O comunicado também afirma que o suspeito não é líder religioso e exercia apenas uma função de ajuda na missa, sem qualquer função de direção ou destaque. De acordo com o delegado, exames constataram que o menor sofreu abuso sexual, mas não foi possível apontar a autoria. Mesmo assim, apesar de o suspeito negar o crime, há indícios de que ele cometeu o estupro. Conforme o depoimento do menor, os estupros ocorreram ao menos cinco vezes, desde maio do ano passado. Ele contou que também foi ameaçado de morte. O adolescente está passando por acompanhamento médico e psicológico, segundo a polícia.