ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Bahia acumula prejuízo de R$ 8,3 bilhões por conta da seca

Diocese de Caetité promoverá seminário com a temática 'Fake News e Jornalismo da Paz'

Bandidos levam 15 cabeças de gado nelore de fazenda na divisa entre Brumado e Aracatu

Brumado: Associação de Moradores do Bairro São José realiza festa em alusão ao Dia das Crianças

Sala do Empreendedor de Brumado será modelo para a implantação na cidade de Dom Basílio

Mesmo com derrota, Brumado se classifica para as oitavas de final do Intermunicipal 2018

Portaria redefine sessões do legislativo brumadense devido a feriados de novembro

Brumado: mulher é presa com substância análoga à cocaína em residência no Bairro Baraúnas

Colisão entre moto e ônibus causa a morte de jovem motociclista em Paramirim

Presidente do Legislativo de Brumado comemora as grandes conquistas para Samambaia e região

Fim da reeleição e união do pleito pode fazer com que mandatos de prefeitos e vereadores sejam prolongados até 2022

Homem natural de Caetité ganha R$ 500 mil na Tele Sena

Cão farejador ‘Zeus’ é o novo símbolo do combate ao tráfico em Brumado e região; em nova ação 2kg de substâncias possivelmente entorpecentes foram apreendidos

Brumado: Homem tenta agredir companheira, mas acaba levando uma facada; caso ocorreu no centro da cidade

Brumado: Previsão aponta semana com sol e algumas nuvens; não chove

Sistema de monitoramento impede arrombamento de residência no Bairro Monsenhor Fagundes

Quando devo procurar um Endocrinologista Pediatra?

Brumado: Polícia apreende homem por tráfico de drogas no bairro São Felix

Conquista: Três são presos em aeronave usada no transporte de drogas; pistola e R$ 7 mil são achados

Rui Costa critica fala do filho de Bolsonaro sobre STF: 'desqualificado'


TRF1 aceita denúncia contra ex-prefeito de Simões Filho (BA) por fraude de licitações no município

O réu é acusado de liderar organização criminosa que se beneficiava desviando recursos públicos e fraudando licitações no município (Foto: Reprodução)

No final do ano passado, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aceitou a denúncia contra o então prefeito de Simões Filho (BA), José Eduardo Mendonça. Ele é acusado de se associar a outros 16 denunciados que, sob sua liderança, fraudavam e frustravam o caráter competitivo de procedimentos licitatórios no município com a finalidade de obter vantagem decorrente da adjudicação dos objetos das licitações. O TRF1 confirmou a competência da Justiça Federal para julgar crimes que envolvam desvio de recursos provenientes de verbas federais, já que o acusado não demonstrou que os recursos desviados foram incorporados ao patrimônio do município como alegado na defesa. O grupo também é acusado de obter benefício próprio ou de outrem em razão de desvio de recursos públicos decorrentes de obras superfaturadas ou mal executadas que utilizavam recursos federais repassados ao município. Os fatos foram apurados na Operação Queóps, realizada pela Polícia Federal em parceria com o MPF e a Controladoria Geral da União (CGU), cujo resultado demonstrou a atuação de uma organização criminosa no município.

 

A denúncia narra que a primeira fiscalização da CGU, realizada em 2009, contatou a idealização de um cartel nas licitações municipais no período de 2009 a 2012, viabilizado pelo prefeito e funcionários públicos vinculados aos trâmites licitatórios. O trabalho em campo realizado pela CGU em 2012 mostrou também que atuação do prefeito era semelhante àquela de suas outras gestões, e que as licitações relacionadas a obras públicas e transporte escolar estavam sendo direcionadas para que determinado grupo de empresas lograsse sempre a adjudicação dos objetos para si. O dinheiro público desviado para a execução das obras vinha de várias verbas federais, entre elas o Fundo Nacional de Saúde (FNS) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), do Piso de Atenção Básica (PAB Fixo) e da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVG). O prefeito, segundo narrado na denúncia, coordenava as atividades ligadas à execução das obras no município, indicava as empresas vencedoras das licitações realizadas e transferia as obras a empreiteiros locais ou empresas de menor porte. O acusado também cometia o crime de corrupção ativa e passiva ao realizar o pagamento de gratificações a todos os envolvidos. O protagonismo de José Eduardo foi comprovado devido à interceptações telefônicas judicialmente autorizadas. Nelas, constatam-se diálogos entre o prefeito e agentes públicos do município, bem como pessoas ligadas às empresas participantes dos certames. O trabalho em campo da CGU originou um Relatório de Demandas Especiais (RDE) que mostra que as licitações de obras públicas analisadas continham restrições graves e ilegais, chegando a exigir-se inclusive qualificação técnica de profissionais sem sequer ter relação com o objeto licitado. Um exemplo é a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que envolveu recursos do FNS. Notificado, o prefeito apresentou resposta à acusação e entrou com recurso especial. O MPF apresentou parecer pelo não provimento ao recurso especial do prefeito e requereu o prosseguimento da ação penal com a final condenação de José Eduardo Mendonça por desvio de recursos públicos, fraude à licitação, cessão indevida do contrato e em concurso formal, de superfaturamento de contrato.Como os crimes cometidos foram de natureza federal e à época o denunciado ocupava o cargo de prefeito, o Tribunal Regional Federal (TRF) era a Corte competente para julgar a ação penal. O prefeito José Eduardo Mendonça, todavia, não foi reeleito no pleito eleitoral de 2016 e, assim, perdeu o foro por prerrogativa de função. Dessa forma, o processo deverá retornar à Seção Judiciária da Justiça Federal em Salvador (BA).



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário