ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Conquista: Motorista de app pede ajuda aos Bombeiros após carro ficar ilhado com chuva

Brumado: Paralisação dos professores estaduais entra no terceiro dia; categoria comemora com 'Carnaval de Protesto'

Trio elétrico completa 70 anos de desfile no carnaval da Bahia

Aos 94 anos, morre em Brumado um dos primeiros empreiteiros da cidade, o 'Mestre Eufrásio'

Brumado: PETO apreende veículo com documentação irregular no bairro São Felix

Modernização das NRs é tema de palestra para empresas e indústrias de Brumado

Protestos: Senador do Ceará tenta entrar em batalhão da polícia com retroescavadeira e é baleado

Brumado: Programa 'Melhor em Casa' leva atendimento à idosos, pacientes crônicos e pós-cirurgia

Brumado: Moradores da comunidade de Umburanas cobram limpeza e reforma de cemitério antigo

Brumado: Fabrício Abrantes afirma que entrou na política para 'lutar contra o continuísmo'

PRF de Minas Gerais apreende carga de maconha que seria entregue no município de Guanambi

'Não é assédio, é importunação sexual', campanha busca mudança de comportamento dos homens no Carnaval

90ª Zona Eleitoral de Brumado está de olho nos eleitores que realizam transferência de domicílio às vésperas das eleições

PRE inicia operação especial de fiscalização durante o carnaval 2020

Bahia encerra último ciclo da biometria com alcance de mais de 83% do eleitorado

Sem carnaval, foliões de Brumado buscam alternativas em outras cidades

Paralisação: Professores estaduais vão às ruas de Brumado em protesto contra cortes de Rui Costa

Carnaval 2020: Latinhas de cerveja podem conter até 45 mil bactérias e 9 mil fungos

Chapada Diamantina: Rio de Contas se prepara para o Carnaval 2020

Voluntários da Capelania Hospitalar animam rotina no Hospital Público de Brumado


Após denúncia do MP, 11PMs devem encarar júri popular por sequestro e homicídio de Geovane

(Foto: Reprodução)

“Agiram os acusados de maneira a impedir qualquer ação defensiva da vítima, sendo ela surpreendida, presa e mantida sob a guarda dos denunciados quando então foi subjugada e morta, com a ressalva, de que, de acordo com a perícia, foi ela decapitada quando se encontrava em posição vertical perante o solo, portanto, ajoelhada e humilhada”. Assim a denúncia da promotora Isabel Adelaide Moura descreve a morte de Geovane Mascarenhas de Santana. No total, 11 policiais militares estão denunciados ao Tribunal do Júri pelo assassinato do rapaz, então com 22 anos, em agosto. Caso a denúncia seja aceita, os policiais viram réus ainda pelos crimes de sequestro e roubo - sete deles serão julgados também por ocultação de cadáver. A decapitação de Geovane quando ele estava ajoelhado e humilhado, foi uma das bases para que, no inquérito policial, os 11 PMs fossem também indiciados por crime de tortura - que a promotora descartou. Mesmo assim, a denúncia mostra que a crueldade dos policiais não terminou com a decapitação. Na peça encaminhada ao 1º Tribunal do Júri, a promotora Isabel Adelaide afirma que os PMs acusados estavam todos na sede da Rondesp BTS (Baía de Todos os Santos), no Lobato, “onde ceifaram a vida da vítima, retirando-lhe as mãos, a genitália e a cabeça; e ainda extraíram de seu corpo partes tatuadas para evitar a identificação”. A tecnologia foi decisiva para que os investigadores do DHPP reunissem provas contra os PMs. O GPS das viaturas, mesmo desligado pelos acusados, emitiu sinais a uma central em outro estado e o radiocomunicador portátil (HT) usado pelo soldado Jesimiel, da guarnição que abordou Geovane, na Calçada, também registrava sua localização.  Esses aparelhos foram decisivos para rastrear os passos dos PMs do momento em que o rapaz foi abordado - diante de câmeras de uma residência - até a saída das viaturas para livrarem-se do corpo. Na investigação, os próprios PMs foram flagrados em contradições. No primeiro depoimento, os envolvidos na captura de Geovane - o subtenente Claudio e os soldados Jesimiel e Jailson - disseram ter levado o rapaz e a moto para serem reconhecidos por uma vítima de furto e, como não houve reconhecimento, imediatamente o soltaram. A testemunha desmentiu os PMs: contou que não viu a moto nem a soltura do rapaz. Eles alegaram ainda que não conheciam a vítima, mas as mulheres de Geovane e Jesimiel são primas. Desmascarados pela tecnologia e pelas testemunhas, os PMs estão a caminho do banco dos réus.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário