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Brumado: Após 2 anos e 11 meses sem solução, ‘Caso Kauã’ é arquivado

Foto: Luciano Santos l 97News

Alguns crimes se tornam emblemáticos como é o caso da morte do garoto Emerson Kauã Santos Souza, de apenas 10 anos, que foi morto há 2 anos e 11 meses atrás e até agora, apesar de todos os esforços da Polícia Civil de Brumado, os autores ainda não foram identificados. Às vésperas do Natal de 2016, dia 21 de dezembro, o crime que pode ser considerado o pior de sua história, já que a vítima, um menino de apenas 10 anos de idade, foi morto, torturado, teve partes do corpo carbonizado, sendo lançado no Morro do Cruzeiro, que fica no Bairro Cidade das Esmeraldas. Ao longo desses anos a Polícia Civil brumadense realizou oitivas com várias testemunhas, incluindo familiares, e nenhuma delas levou à informações que poderiam chegar ao (s) suspeito (s) do crime. A reportagem do 97NEWS na época entrevistou com exclusividade o pai de Kauã, Gilmar de Oliveira Souza, hoje com 35 anos. Em 2017, ele relatou ao site que as informações sobre o crime chegaram a ele apenas pela imprensa e que o silêncio das autoridades causa uma grande angustia. “A gente quer o sigilo, mas a gente exige que a resposta nos seja dada”, disse o pai de Kauã que ainda relatou que “se os órgãos não derem respostas à sociedade, vão dar carta branca para os mandantes e para as pessoas que cometeram essa barbaridade”, relatou Gilmar na época. 

Foto: Luciano Santos l 97News

O delegado titular da 20ª Coorpin na época, Dr. Leonardo Soares, em março de 2017 falou sobre o caso, e confirmou que o episódio foi o pior crime da história de Brumado. Ao 97NEWS, ele explicou que “realmente é um caso envolto em muitos mistérios, mas é uma questão de honra para a nossa equipe desvendá-lo”. Ele também ressaltou que “já ouvimos várias pessoas para buscar informações que possam levar a solucionar o crime, mas a maior dificuldade ainda continua sendo a falta de provas, pois não foram obtidas as imagens de câmeras de monitoramento, além de que os relatos das testemunhas são muito vagos", relatou. 

 

Foto: Luciano Santos l 97News

Esta semana o caso voltou a ser citado, mas definitivamente sendo arquivado pela Polícia Civil por falta de provas. Em entrevista ao 97NEWS, o delegado Samuel Paz relatou que infelizmente a Polícia não conseguiu chegar a autoria do crime e, por tanto, o processo seria arquivado, mas podendo ser reaberto a qualquer momento. "O inquérito foi arquivado sim, mas a qualquer momento pode ser aberto com o surgimento de qualquer prova, denúncia ou testemunha, esse caso pode ser reaberto. É um caso encerrado, a gente arquiva mas com o surgimento de qualquer prova ele será reaberto", afirma o delegado. Para Samuel, todos os meios de investigação foram esgotados no caso do garoto Kauã, mas segundo ele, faltou mais apoio da própria população. "O que não tivemos, foi um apoio maior da população brumadense em nos trazer denúncias, porque é muito estranho uma criança em companhia de adultos e ninguém perceber essa presença. Então acho que faltou também um empenho da população", relata Paz. Conforme o delegado, para que haja uma prisão de um suspeito, é preciso que haja elementos que levem ao suspeito, e nesse caso Kauã, a Polícia não conseguiu chegar nesses elementos. "Quando a gente elucida um crime, a gente consegue identificar o autor, esse autor vai preso, em seguida é julgamento, e a justiça é feita. A sociedade se sente aliviada e restabelecida. Mas quando isso não ocorre, infelizmente a gente tem uma impunidade, e a impunidade gera uma sensação de insegurança para toda a população", comentou Samuel Paz.

 



Comentários

  • Webiston Barbosa Reis

    "Não existe crime perfeito e muito menos caso sem solução. Com a ajuda da população e a retomada dos trabalhos com mais afinco, certamente a verdade virá à tona. A obrigação de elucidar os fatos fica a cargo do Estado. Nesse sentido, o mesmo dispõe em seu quadro funcional de pessoas tecnicamente habilitadas para execução de tais funções. Se faz necessário também o apoio das pessoas junto à Polícia Civil no sentido de fornecer novas informações sobre o caso. Pois, se a população permanecer comovida e inerte, nunca se chegará a um resultado concreto para os fatos. A família da vítima deveria, junto ao Poder Judiciário, requisitar a reabertura do Processo. Casos como o ocorrido com essa criança jamais poderão ficar impunes. Seria interessante também, que os familiares voltassem a divulgar o caso nos mais diversos meios de comunicação, dentre eles, a televisão."

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