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Conquista: Esquema de fabricação de placas frias é denunciado ao Detran-BA

Placas são vendidas através das redes sociais. Núcleos foram descobertos em Vitória da Conquista, Guanambi e Paulo Afonso (Foto: Reprodução)

A atuação de fabricantes de placas frias para carros nas cidades de Paulo Afonso, no Vale SãoFranciscano da Bahia, e também em Guanambi e Vitória da Conquista, no Centro-Sul do estado, foi denunciada ao Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) pela Associação Baiana de Estampadores de Placas e Tarjetas Automotivas (ABEEP), entre fevereiro e março deste ano. Segundo apurado pelo BNews, meses após a denúncia, o grupo ainda segue atuando na região, A reportagem teve acesso à íntegra de três denúncias enviadas ao órgão estadual. Conforme relata a denunciante, em Paulo Afonso, envolvidos na atividade ilegal comercializam a venda de placas em seus pers no Facebook e no Mercado Livre. “Vale ressaltar que este indivíduo não está credenciado, logo sem autorização e/ou conhecimento técnico para realizar serviços de trocas de placas e tarjetas juntamente com lacre exclusivo do Detran. Razão pela qual sugerimos uma investigação a fim de coibir tais desmandos”, solicitou a ABEEP. O Segundo informou o mesmo, estas placas seriam usadas para realização de uma vistoria e que, em seguida seriam descartadas porque o mesmo já dispunha de novas placas da categoria “aluguel”. Ao consultar o Sistema GPV e constatar que não havia protocolo aberto, o estampador orientou o usuário a buscar a Circunscrição de Trânsito (Ciretran) para resolver a questão”. 

E continua: “O mesmo estampador observou que, no nal da manhã, o mesmo usuário encontravase no pátio de uma vistoria recebendo e pagando por um par de placas cinzas que foram colocadas ali mesmo sobre as vermelhas já existentes. Como o usuário não havia retornado, o estampador, ao observar a troca das placas, decidiu fazer nova consulta ao Sistema GPV, onde constatou que não havia sido aberto nenhum protocolo para a placa em questão”. Sobre esta denúncia, a ABEEP arma ao Detran-BA que além da irregularidade de ter sido confeccionado um par de placas sem protocolo aberto, “cou evidenciado também o fato de as placas não disporem de código de barras, nem de credenciamento de fornecedores de placas e tarjetas de identicação de veículos automotores”. Em Guanambi, uma empresa foi denunciada por outros estampadores de placas por causa de supostas irregularidades que estariam causando prejuízos aos concorrentes. Eles armam que esta empresa confecciona e comercializa placas em desacordo com as determinações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as ilegalidades apontadas estão a fabricação de placas pequenas em motos, proibida desde 1º de janeiro de 2012 pelo Contran, e sonegação de impostos, já que não emitem nota scal. De acordo com um empresário do ramo, que prefere não se identicar por medo de represália, as placas adquiridas por meio dos denunciados não constam nos cadastros do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), sendo invisível para os órgãos públicos de scalização e segurança, fato que contraria o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).  Os envolvidos também não emitem nota scal, não pagam impostos, nem taxas. Além disso, como compram os materiais para fabricação das placas fora da Bahia, ainda tem evasão do nosso dinheiro”, lamenta. Ao site, ele revela também que os estampadores de placa reclamam que a falta de apuração e punição tem gerado prejuízo. “É possível armar que houve uma queda de 24% de solicitações de placa de reposição, a dianteira. Mais de 25% das placas são produzidas por fora, no mercado ilegal”. Procurada e questionada sobre os casos, a assessoria do Detran-BA enviou uma nota. Leia a íntegra do esclarecimento: 



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