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Brumado Não é Terra de Devassidão

(Fotocomposição: 97NEWS)

Um fato envolvendo uma suposta prática obscena que aconteceu nesta sexta-feira (10) em plena luz do dia num dos locais mais movimentados da cidade, a Praça Coronel Zeca Leite, acabou ganhando uma grande repercussão na mídia baiana e, infelizmente, teve uma leitura muito equivocada de muitas pessoas que acabaram fazendo um “link” como que a cidade fosse uma espécie de “terra da devassidão”. Sem entrar no mérito da questão ou fazer qualquer juízo de valor sobre o acontecimento, que ao que tudo indica foi apenas uma brincadeira entre um casal, o que deve ser debatido é a fama negativa que está sendo criada em cima de um fato que não se tem comprovação, que, além disso, é extremamente duvidoso, devido ao horário e ao local. Sabemos que nos dias atuais, com a grande abertura que foi proporcionada pela Internet que catalisou a propagação da licenciosidade e do sexo livre, não foram criados ainda bloqueios seguros que venham impedir, inclusive as crianças, de se ter acesso a esses conteúdos inapropriados, o que vem provocando uma mudança de costumes que não vêm sendo metabolizados pela sociedade que ainda têm setores que mantém padrões bem conservadores. Então, diante de um episódio duvidoso cabe a responsabilidade de afirmar que Brumado não pode levar essa fama de cidade devassa. Discussões em grupos nas redes sociais apontaram essa vertente que tem que ser veementemente combatida, além do que a integridade dos envolvidos foi muito abalada, o que deve ter causado um grande constrangimento familiar por uma coisa que tem indícios duvidosos, ou seja, não pode ser provada. Então que fique a consciência para não se propagar essa ideologia errônea, pois como em todos os locais do país, Brumado vive também a mudança de costumes de uma juventude em transição, mas existe um grande abismo em se afirmar que as permissividades sexuais aqui acontecem em qualquer hora e em qualquer lugar.



Com o fim da Copa para o Brasil, política deverá ser a pauta principal

(Fotocomposição: 97NEWS)

A quem diga que a paixão faz a razão se ocultar, então, dentro dessa tendência emocional, poderia estar a explicação para algumas atitudes que seriam difíceis de serem esclarecidas. Diante de uma crise moral jamais vista na história desse país, protagonizada pela sórdida corrupção que se plasmou nos gabinetes do poder, uma onda de ceticismo começou a se formar no inconsciente coletivo dos brasileiros. Diante disso, as redes sociais acabaram se tornando um “espelho vivo” da incerta realidade, onde os cidadãos encontram solo fértil para expor a sua indignação diante de um quadro tão pessimista. Nesse contexto, a paixão pelo futebol mostrou que ainda está com seus alicerces firmes, já que, mesmo com toda uma projeção de que o clima da torcida para a Copa da Rússia seria diferente dos outros anos, com um comportamento mais frio e distante, isso acabou não se confirmando, pois, apesar de estar jogando um futebol pouco convincente, os torcedores invadiram as ruas com o verde e amarelo a cada vitória do Brasil, que acabou sucumbindo diante de uma Bélgica pragmática. Com isso o sonho do hexa foi transferido para 2020, mas, em meio a essa frustração, um comentário chamou a atenção do “reino da razão” que foi “eram 11 milionários correndo atrás de uma bola, enquanto milhões de brasileiros, pobres assalariados, continuam se amontoando nas filas dos hospitais esperando a morte chegar, como dizia o grande Raul Seixas. As malas cheias do dinheiro da corrupção levando embora os sonhos dos jovens, o que mostraria que a derrota não foi no campo da Rússia, mas pode estar nos dedos daqueles que apertarão as teclas da urna eletrônica no momento de escolher os seus representantes para os próximos 4 anos”.  Com a derrota da seleção, os olhares se voltarão para o período eleitoral, com a política ocupando o topo da pauta. Isso ficou evidente já neste domingo (08) com a “guerra de despachos” ocorrida no TRF-4, mostrando que até a “justiça está confusa”, pois foi uma alternância de “Lula solto” e “Lula preso” que beirou o surreal. Então assim como a seleção que se mostrou incapaz de “levar a taça”, essa síndrome da incapacidade de vencer não pode e nem deve se alastrar, ou seja, os eleitores devem “virar o jogo”, não se deixando levar pelos “encantos dos enganadores” que buscam comprar o voto e “calar a consciência”. Será necessária uma análise fria de toda essa situação para que as escolhas sejam as mais coerentes possíveis e que estejam sintonizadas nas mudanças que todos esperam, da construção de um Brasil mais justo, mais igualitário, onde a justiça social não aconteça apenas nas telas frias das televisões, mas sim na realidade do dia-a-dia do brasileiro. Para finalizar que a “síndrome de Neymar, que falha na hora H” não venha sobre os brasileiros mais uma vez.



Cena Regional: Cidades de Brumado e Guanambi se tornam objeto de comparação nas redes sociais

As comparações entre Brumado e Guanambi voltaram ao cenário das discussões (Fotocomposição: 97NEWS)

As comparações entre os municípios de Brumado e Guanambi, que são duas forças da região sudoeste, são praticamente inevitáveis, já que existe uma disputa salutar para ver quem se estabelecerá definitivamente como o grande pólo microrregional. Diante das analogias, algumas considerações inquestionáveis devem ser feitas, pois, Guanambi, além de ter uma população maior que Brumado, beirando já os 100 mil habitantes, obteve conquistas históricas, principalmente nas áreas de Educação e Saúde, com uma complexa rede de Saúde que conta com UTI, ou seja, com atendimento em alta, média e baixa complexidade, como também universidades públicas e particulares que oferecem inúmeras disciplinas cada vez mais atrativas e atualizadas, que, inclusive, são cursadas por brumadenses, muitos dos quais acabam indo ir residir na cidade. Com uma força política muito robusta, com vários deputados, tanto na esfera estadual, como federal, Guanambi caminha a passos largos para um desenvolvimento invejável, fruto de uma união de forças, que, mesmo que tenham o enfrentamento na arena política, se unem nas questões vitais, mostrando uma consciência que é o condão para a proatividade. Já em Brumado, infelizmente, o cenário é diferente e, porque não dizer, antagônico, pois o município ainda luta com "unhas, dentes e foices" para conquistar a sua tão sonhada UTI, que já era para estar em funcionamento, mas, ainda está no campo das promessas, pois, apesar de possuir a logística para tal, vem esbarrando na burocracia e até nas rejeições de membros da consórcio dos municípios pactuados. Na Educação, apesar de ter conquistado o campus do IFBA, a "terra do minério" ainda possui somente um campus universitário que é o da UNEB, o qual oferece os cursos de Letras e Direito, este último que ainda tem sobre si o manto do suspense da sua permanência. Esses dois elementos já seriam necessários para uma comparação, mas não podemos deixar de falar na área política, pois a representatividade nesta área deixa muito a desejar, tanto que Brumado não tem nem um deputado que é filho da terra, que defenda o seu torrão natal de forma intransigente. Os brumadenses, que vem mostrando, ao longo do tempo, um perfil de eleitores vulneráveis, que, na maioria das vezes, acabam fazendo escolhas sob o prisma da individualidade, se tornam vítimas de si mesmos, vindo a sofrer da "síndrome do paraquedismo", tanto que, agora, terão que dividir uma das suas maiores conquistas, que é a Barragem de Cristalândia, com outros municípios da região, valendo a ressalva que a segunda etapa da obra ainda não foi garantida pelo governo do Estado. A falta de representatividade é tão indiscutível, que, Brumado, pelo menos até agora, está fora da rota das viagens do governador Rui Costa, que visitou praticamente todas as cidades da região, mas vem deixando de fora o município, tanto que alguns garantiram que o chefe do executivo baiano estaria aqui em novembro, mas na agenda oficial não tem nenhuma confirmação até o momento. Então, diante disso, ficam os inevitáveis questionamentos: o que o governador irá trazer para Brumado?; o que ele iria anunciar de bom para a população que votou nele maciçamente?; onde está, pelo menos a UTI, que é a urgência das urgências?. São perguntas que ficam no ar, além de outras tantas. Mas, para finalizar, não podemos nos esquecer das entradas das duas cidades que foi o mote desta veiculação, pois, como pode se ver nas fotos, a comparação é flagrante e indiscutível e exprime a diferença brutal, tanto que nas redes sociais crescem as críticas quanto ao estado caótico que mostra a placa dizendo bem vindo a Brumado e, ao lado, um lixão, uma imagem inquestionável que nos remete ao ditado que diz "a primeira impressão é a que fica". Que, apesar desse vácuo, este período venha a se encerrar o quanto antes e seja inaugurada uma nova era de progresso e desenvolvimento para o município, pois, outra chance está por vir, com as eleições de 2018, onde os eleitores brumadenses poderão ter mais consciência em suas escolhas e não pensar de forma subjetiva, mas, sim, no coletivo. Como diz a canção do grande Gilberto Gil "andar com fé eu vou que a fé não me ensina a falhar".