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Projeto arrojado de autoria de Lia Teixeira que acaba com o recesso parlamentar dos vereadores do mês de julho é aprovado

34ª CIPM reforça rondas na região visando o combate ostensivo ao roubo de veículos no município

Brumado: Homicídio é registrado na cidade na noite desta segunda-feira (21)

Economia: Ministério propõe privatização da Eletrobras

Saúde: Mosquitos modificados em laboratório podem ajudar no combate a dengue e zika

Frustração: Eclipse não pode ser visto em Brumado

'Tem idoso aqui de 75 anos levando lata d´água na cabeça', protestam moradores da Comunidade de Roça de Baixo

Brumado: Fábrica de postes é furtada na madrugada de hoje (21); é a décima vez

Vereador José Carlos de Jonas realiza visitas em comunidades rurais na companhia do Secretário de Agricultura e Recursos Hídricos

Itabuna: Jovens Vicentinos promovem tarde de recreação em orfanato

Psiquiatria na Clínica Master com Dr. Renato Franco

Brumado: Polícia realiza reconstituição de possível tentativa de homicídio

Brasil: Apenas 30% das cidades têm planos municipais de saneamento

Como acompanhar o eclipse solar de hoje (21)

Quem recebe auxílio-doença tem até hoje (21) para agendar nova perícia

Intermunicipal 2017: Seleção de Brumado vence Palmas de Monte Alto fora de casa

Câmara tentará votar reforma política nesta semana; PEC prevê fundo eleitoral

Criança de 5 anos toma coice de cavalo, não resistiu ao ferimento e veio a óbito

Cinema: Jerry Lewis morre aos 91 anos

Interior da Bahia poderá ver eclipse parcial do Sol nesta segunda-feira (21)



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Imposto de Renda 2017: Receita paga nesta segunda 2º lote de restituição

Foto: Reprodução

A Receita Federal vai pagar nesta segunda-feira (17) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas 2017. Este lote também incluirá restituições residuais de 2008 a 2016, segundo informou o órgão. No total, R$ 2,99 bilhões serão transferidos a 1.495.931 contribuintes. Por lei, idosos e contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou com alguma doença grave têm prioridade na restituição neste primeiro lote. "Desse total, R$ 1,48 bilhão referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 664.547 contribuintes idosos e 55.259 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave", informou o órgão. Somente o segundo lote do Imposto de Renda de 2017, por sua vez, pagará R$ 2,53 bilhões para 1,34 milhão de contribuintes. Os valores serão corrigidos em 2,74%, correspondentes à variação da taxa básica de juros de maio a julho de 2017.



Petrobras reduz preço da gasolina em 2%

(Foto: Reprodução)

Pela terceira vez consecutiva em uma semana, a Petrobras anunciou um novo corte no preço de dois combustíveis. A partir desta terça-feira (11), o diesel vai ficar 1,7% mais barato nas refinarias, e a gasolina, 2%. A informação consta no site da companhia. Desde o início de julho, a estatal iniciou um novo formato de reajustes, quase que diários. Esse foi o quinto ajuste de preços desde que essa nova política teve início. O repasse para o consumidor, no entanto, depende dos postos. Em 1° de julho, quando essa nova estratégia entrou em vigor, a gasolina havia sido cortada em 5,9%, e o diesel em 4,8%. No último ajuste, que ocorreu no sábado (8), a Petrobras reduziu o preço do diesel em 0,2% e da gasolina em 0,7%. A empresa não informou o motivo do reajuste. Essa nova política de reajustes periódicos, segundo a Petrobras, busca uma maior paridade com o mercado internacional.

 



Zeca Pagodinho é hospitalizado após perder controle de veículo

(Foto: Reprodução)

O cantor Zeca Pagodinho perdeu o controle do quadriciclo que dirigia e precisou ser levado ao hospital na noite desta sexta-feira (14). Ele teria perdido o controle do veículo ao tentar fazer o retorno em uma via. Uma unidade do Serviço Médico de Urgência (SAMU) foi encaminhada ao local para socorrer o cantor. O acidente aconteceu por volta das 22h. De acordo com informações da Polícia Militar, o 15º Batalhão da PM foi acionado para uma ocorrência de trânsito em Xerém, onde Zeca Pagodinho mora. Após o acidente, o artista foi levado para o Hospital Caxias D"Or. Segundo a assessoria do cantor, Zeca está bem e lúcido. Seu quadro é considerado "estável". No entanto, vai passar por exames para checar se o artista não sofreu alguma lesão interna. A previsão é que o cantor fique em observação ainda neste sábado (15).

 



‘Nada fora da Constituição’: Comandante do Exército afirma que papel das Forças Armadas é garantir a democracia

(Foto: Reprodução)

O comandante do Exército, general de Exército Eduardo Villas Bôas, diz que não há caminho a não ser o respeito à Constituição para que se resolva a crise política do País. “Nada fora da Constituição. As instituições é que vão ter de buscar essa saída.” Sentado em um sofá em seu gabinete no quartel-general do Exército, em Brasília, tendo à frente um grande quadro do Duque de Caxias, do coronel pintor Estigarribia, o general recebeu este repórter e falou do papel das Forças Armadas no atual momento, da preocupação com a falta de líderes e da esperança de que a próxima eleição os traga de volta, com base em novos campos de pensamento que possam nos apontar soluções. O papel do Exército e das Forças Armadas. “O Exército é uma instituição de Estado. Não é ligado a governos. Por consequência, nós, o Exército, estabelecemos como doutrina, e como eixo de atuação, que vamos nos preocupar com a manutenção da estabilidade, não criar nem provocar movimentos que gerem alguma incerteza e alguma instabilidade. Entendemos que o essencial é que as instituições encontrem os caminhos para a solução dos problemas, em nome da sociedade. Diz o artigo 142 da Constituição que Marinha, Exército e Aeronáutica são instituições nacionais permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob coordenação do presidente da República, destinadas à defesa da Pátria, à defesa das instituições e, por iniciativa de uma delas, à garantia da lei e da ordem. Nosso dever é sempre preservar a democracia e garantir o funcionamento das instituições. É assim que a sociedade nos vê, o que nos torna a instituição de maior credibilidade no País. Não focamos o curto prazo. Focamos o longo prazo, a continuidade.” Preocupação com a crise. “Assim como atravessamos o impeachment da presidente Dilma Rousseff, estamos enfrentando esse momento. É lógico que, como qualquer instituição, sofremos as injunções decorrentes da crise. Nos preocupam as consequências de caráter econômico que podem afetar, em termos de orçamento, os nossos projetos. Essa é a questão que mais nos preocupa.” O Brasil atual. “Tenho dito que o Brasil é um país sem projeto, um país à deriva, não de agora, mas de algum tempo – quero esclarecer, porque disse em outra entrevista e interpretaram como uma crítica minha ao atual governo. O Brasil perdeu a coesão social, perdeu o sentido de projeto e a ideologia do desenvolvimento. O País está muito preso ainda a dogmas políticos e ideológicos que não têm capacidade de interpretar o mundo atual, um mundo totalmente interligado, com cadeias econômicas transnacionais. Interpretações com base ainda em luta de classes não cabem, porque patrão e empregado não estão mais em campos opostos, mas no mesmo campo. Veja que um marca-passo que a pessoa coloca é monitorado da Alemanha; uma turbina de avião, quando o avião decola, é monitorada do Reino Unido. Essas xenofobias, esses fracionamentos, são contraproducentes, nos aprisionam e nos impedem de evoluir.” “Tenho esperança de que a próxima eleição dê oportunidade de que novas lideranças, com base em novos campos de pensamento, possam nos apontar soluções. Um grande mal que acho que nós estamos vivendo é a falta de lideranças. Toda nação, quando em crise, vê surgir líderes com estofo para apontar caminhos novos. Nós tivemos, por exemplo, Margareth Thatcher no Reino Unido, Ronald Reagan nos Estados Unidos, quando os Estados Unidos entravam numa crise séria, o Emmanuel Macron, agora, na França, que teve capacidade de interpretar a realidade e apontar um novo caminho. Acredito que é um processo natural que deve acontecer conosco. É a esperança que tenho em 2018.”



Mulheres na política: PRE representa 14 partidos por descumprimento de cota em propaganda partidária

(Imagem Ilustrativa)

Partidos deveriam destinar 20% do tempo total das inserções de propaganda partidária em rádio e televisão para promover e difundir a participação política da mulherProcuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA) propôs ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA) representações contra 14 partidos políticos por descumprimento da cota feminina no primeiro semestre de 2017. Os partidos deveriam destinar 20% do tempo total das inserções de propaganda partidária em rádio e televisão para promover e difundir a participação política da mulher, conforme previsão no art. 10 da Lei nº 13.165/2015. Em março deste ano, o procurador Regional Eleitoral, Ruy Nestor Bastos Mello, instaurou procedimentos preparatórios eleitorais contra 25 partidos para apurar a regularidade da propaganda partidária veiculada, no estado da Bahia, no primeiro semestre de 2017. Foi verificado, ainda, o atendimento das demais regras da legislação eleitoral, que vedam a utilização da propaganda partidária para divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos ou a defesa de interesses pessoais. De acordo com a apuração, 14 partidos não fizeram nenhuma referência à participação da mulher na política ou não atingiram a cota necessária nas propagandas veiculadas no primeiro semestre de 2017. A punição prevista em lei é a perda de período de transmissão no semestre seguinte, equivalente ao tempo que deveria durar a inserção da cota feminina multiplicado por cinco, conforme o art. 45, § 2º, II, da Lei 9.096/95 – Lei dos Partidos Políticos (ver tabela abaixo com as penalidades para cada partido). Segundo Ruy Mello, as agremiações têm se mostrado resistentes em seguir a legislação. “Os partidos na Bahia ainda não se conscientizaram sobre a necessidade de cumprir a lei eleitoral, apesar de várias decisões proferidas pelo TRE/BA e pelo Tribunal Superior Eleitoral que determinaram a cassação de tempo de propaganda”,  As representações foram ajuizadas contra as seguintes agremiações: Partido Democratas (DEM), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido da República (PR), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Social Cristão (PSC), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Social Liberal (PSL), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV), Partido Solidariedade (SD).



Casa caiu: Febre no Nordeste, bancas online ilegais 'quebram' e apostadores ficam 'a ver navios'

(Foto: Reprodução)

A 13ª rodada do Campeonato Brasileiro sequer acabou, e milhares de torcedores Nordeste afora já viveram momentos de intensa euforia e profunda tristeza. Isso porque uma série de sites e bancas ilegais de apostas esportivas — que viraram febre em vários estados da região desde o ano passado — simplesmente “quebraram” após os resultados da Série A de quarta-feira (12). Logo que os jogos acabaram, começaram a circular nas redes sociais fotos de cartões vitoriosos de apostas acumuladas — aquelas em que o apostador marca vários possíveis resultados e só ganha o dinheiro se todos eles acontecerem como previsto. A improvável combinação das cotações de todos os visitantes pagava entre mil e 2.200 vezes o valor apostado, mas foi o que aconteceu: Bahia, Santos, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro e Vasco venceram. Tão rapidamente quanto as manifestações de alegria dos apostadores, porém, áudios de supostos cambistas e operadores das bancas se disseminaram pelo WhatsApp. O tom era quase fúnebre.

“Pessoal, não adianta me ligar, me pressionar, mandar mensagem. Já entrei em contato com o dono da banca e ele falou que é impossível pagar. O prejuízo é milionário. Não vai ter condição de pagar. E vocês sabem que é jogo ilegal. Não adianta ir para a Justiça, não adianta fazer nada. Fechou a tampa do caixão”, diz um dos operadores. “Vocês podem ter certeza: nenhuma banca vai pagar isso. A gente vai ver se faz um acordo para não deixar todo mundo desamparado. Esse jogo acabou hoje. É falência pra todo mundo”, afirma outro funcionário das bancas ilegais. Apostas esportivas são consideradas jogo de azar no Brasil, o que impede que os sites sejam cadastrados no país. Muitas páginas, entretanto, são registradas aqui, mas em nome de laranjas. Outros empresários do setor optam por driblar a legislação por meio de cambistas que usam tablets e maquininhas de impressão em pontos físicos e de maneira ambulante, oferecendo as apostas em bares e de porta em porta. Os envolvidos em apostas ilegais podem ser indiciados por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, sonegação fiscal, evasão de divisas e funcionamento de instituição financeira sem autorização do Banco Central, em crimes contra a ordem econômica, tributária e contra as relações de consumo. Menos de 24 horas após o início da confusão, parte dos sites de aposta “underground” começaram a admitir seus prejuízos e pedir paciência aos jogadores. O site Marjosports, sediado no Brasil e registrado em nome de “Jurema Vinte e Nove da Silva”, publicou em sua página inicial um pedido de desculpas. “Prezados, neste dia 12/07 tivemos a maior premiação de nossa história. Algo tão grande que não pudemos prever e, por consequente (sic), não pudemos nos preparar antecipadamente. Mas queremos deixar claro nosso compromisso com você que sabe da nossa credibilidade, e que honraremos todos os nossos compromissos, como sempre fizemos nestes anos que estamos juntos”, diz o texto. Em texto semelhante, a banca Chuto Forte, cadastrado no sistema nacional em nome de “Thiago de Luna Campos”, afirma que entrará em contato com os ganhadores “para o posterior agendamento das datas”. Outro site, intitulado BetGol777 e registrado fora do Brasil, afirma que vai parcelar o pagamento dos créditos dos apostadores. “A Bet Gol 777 assume desde já o compromisso de honrar todos os débitos na condição de parcelamento, iniciando com 10% (dez por cento) do valor do prêmio, com programação de quitar todos os valores em dez vezes”, afirma o comunicado. A febre de apostas esportivas gerou todo um mercado clandestino. No YouTube, por exemplo, programadores de tecnologia da informação que vendem seus serviços para eventuais investidores no ramo ilegal. Em anúncios às claras, os profissionais oferecem o sistema pronto de impressão dos “pules”, com códigos exclusivos de cada bilhete e sistema de segurança para evitar falsificações. Em abril deste ano, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) deflagrou a Operação O Jogo Não Acabou, que fechou uma casa de apostas na cidade do Crato. Na ocasião, os policiais prenderam um homem em flagrante por contravenção penal e apreenderam materiais de apostas ligadas aos sites “Bets 69”, “Bets 99”, “Bets Cariri” e “Bets Nordeste”. Estes dois últimos já não operam mais, mas as duas primeiras bancas, sediadas fora do Brasil, continuam funcionando. Na ocasião, a PC-CE informou que pediria ao Ministério Público Federal (MPF) a imediata retirada do ar dos sites de apostas. // Metro1.

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No rádio, Waldenor critica salvamento de Temer pela CCJ

(Foto: Reprodução)

Em entrevista ao programa Conquista de Todos, da Band FM, na noite desta quinta-feira (13), o deputado federal Waldenor Pereira criticou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados de rejeitar o relatório favorável à investigação do presidente Michel Temer pelo Supremo Tribunal de Justiça (STF), que recebeu denúncia de corrupção passiva feita pela Procuradoria Geral da República (PGR).  "Estamos atônitos, estarrecidos com o comportamento da Comissão de Constituição e Justiça que, na verdade, foi totalmente alterada de última hora. Só para você ter uma ideia, dezenove membros foram substituídos para garantir o apoio ao governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, uma verdadeira compra de votos", comentou o deputado, ao telefone, diretamente de Brasília.  O relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) foi rejeitado por 40 votos a 25 (e 1 abstenção).  A denúncia contra Temer deve ser apreciada pelo plenário da Câmara no próximo mês de agosto, após o recesso parlamentar.  "A nossa expectativa agora é que, no plenário, nós consigamos acolher a denúncia e afastar esse governo que tanto mal está fazendo ao povo brasileiro, tendo em vista as iniciativas e as proposições que, na sua maioria absoluta, são nocivas, perversas, prejudiciais ao povo brasileiro de uma forma geral, especialmente aos trabalhadores", disse Waldenor, que também criticou a pressa de Temer em sancionar a Reforma Trabalhista, aprovada na última terça-feira (11) pelo Senado. "A sanção dessa reforma, que eu considero a mais nociva de todas, porque traz no seu bojo conteúdo que retira direitos conquistados a duras penas, com muitas lutas pelos trabalhadores brasileiros, tem por objetivo se aproximar do empresariado, do grande capital nacional, para tentar se manter no poder, tem o objetivo de ganhar o apoio, aqui no Congresso Nacional, de segmentos mais reacionárias, que, como pudemos ver agora há pouco, votou a favor da sua permanência", concluiu 



Projeto autoriza posse de arma para moradores da zona rural

Projeto de Lei do Senado 224/2017 modifica o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) para incluir uma nova condição para autorizar a posse de armas de uso permitido: a residência na zona rural. De autoria do senador Wilder Morais (PP-GO), o projeto aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. De acordo com o projeto, terão direito à posse de arma as pessoas residentes na zona rural maiores de 21 anos que satisfaçam as mesmas exigências já presentes nos incisos I a III do parágrafo 5º do artigo 6º do Estatuto do Desarmamento, que trata do porte de armas para o morador de área rural que também é caçador de subsistência. Ou seja, deve apresentar documento de identificação pessoal, comprovar morar em área rural e ter bons antecedentes. A diferença principal está no fato de que, atualmente, na lei, o porte é permitido apenas aos maiores de 25 anos que comprovarem a necessidade da arma para a caça, enquanto o projeto tem o objetivo de permitir a posse (não o porte) de arma para maiores de 21 anos pelo fato de residirem em área rural, independente de precisar ou não da arma para garantir a subsistência alimentar. De acordo com o autor do PLS 224/2017, em geral as áreas rurais do país estão distantes dos postos policiais, o que deixa seus moradores vulneráveis a ataques de criminosos e animais silvestres. O senador afirma, na justificação do projeto, considerar que o morador do campo  “encontra-se desassistido pelas forças de segurança em tempo hábil para preservar a sua integridade física e moral, o que demanda a atuação do Estado no sentido de assegurar seu direito à autodefesa”. Wilder Morais argumenta ainda que o Estatuto do Desarmamento, apesar de já estar em vigor desde a década de 2000, não conseguiu reduzir o número de mortes causadas por armas de fogo, de modo que não se poderia “estabelecer uma relação de causalidade entre o número de armas de fogo em posse de civis e o número total de homicídios”.



Escândalo: Em conversa grampeada, senador põe gabinete à disposição de prostitutas

Com influência no meio político, grupo alicia garotas no Sul e as convence a pagar até R$ 900 por semana para ficar em imóveis na capital (Fotos: Reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma rede de prostituição interestadual que se alastrou por áreas nobres do Distrito Federal e tem influência para circular com desenvoltura por gabinetes de clientes poderosos. Diálogos gravados por meio de interceptações telefônicas, e que agora integram inquérito aberto pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), revelaram a aproximação de cafetões e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Um dos políticos chegou a colocar parte de sua equipe, paga com dinheiro público, à disposição de uma das garotas de programa. A apuração conta com dezenas de horas de gravações feitas com autorização judicial e investiga a conexão entre agenciadores do DF e do Sul do país. O cafetão, de Porto Alegre, costuma utilizar as garotas de programa como uma espécie de “cartão de visita” para se aproximar dos políticos. Em duas interceptações telefônicas, os investigadores flagraram o agenciador conversando com dois deputados federais (um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro) e um senador (eleito pela Região Norte). O integrante do Senado demonstra bastante intimidade com o cafetão e a prostituta, que chega a trocar algumas palavras com o político pelo telefone. Durante a conversa com a garota de programa, o senador coloca seu gabinete à disposição para ajudá-la no que for preciso até que ela se estabeleça na cidade. A mulher agradece e diz que pretende fazer faculdade no DF e se firmar. O político insiste em encontrá-la assim que ela desembarcar em Brasília. Os nomes dos parlamentares estão sendo mantidos em sigilo pela polícia para não atrapalhar a investigação. Os agentes destacam que eles não eram alvo das gravações, mas sim o cafetão. E causou surpresa o conteúdo das conversas. Como os senadores e deputados têm foro privilegiado, será necessária autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-los. O agenciador do Rio Grande do Sul, que costuma viajar constantemente para o DF, foi monitorado pela Polícia Civil durante a negociação de programas sexuais. Os policiais descobriram que o homem chegou a usar a própria mulher – com quem tem dois filhos – como garota de programa. A teia de captação, segundo as apurações policiais, começa em boates e casas noturnas no interior do Rio Grande do Sul, em cidades como Canoas. Jovens que estão em dificuldade financeira e faturando pouco com o mercado da prostituição são cooptadas por um dos cafetões do grupo que age no DF. O homem promete passagens aéreas, hospedagem e uma carteira de clientes. As mulheres também ganham espaço em um site adulto, para veicular anúncios e vídeos. // Metropoles.

(Fotos: Reprodução)


Sistemas de abastecimento de água na zona rural serão ampliados fruto de parceria entre CERB e Prefeitura de Brumado

(Foto: Divulgação)

A zona rural de Brumado tem merecido uma atenção especial por parte dos poderes executivos e legislativo, que têm tido a preocupação de buscarem melhorias para o fortalecimento do homem no campo, principalmente no que tange a área de abastecimento de água. Em audiência na CERB com o diretor de saneamento, Dr. Antônio Eduardo estiveram o presidente da Câmara de Vereadores, Léo Vasconcelos acompanhado dos vereadores Lia Teixeira e Wanderley Amorim e do Superintendente de Política do Agronegócio da Secretaria de Agricultura, pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura – SEABRI, Guilherme Bonfim com o propósito de solicitarem abertura de poços artesianos e ampliações de rede de água da EMBASA. Na oportunidade foi exposto a grande necessidade destes benefícios para que o homem do campo tenha melhores condições de convivência com a seca e água de qualidade para consumo. A vereadora Lia Teixeira direcionou sua solicitação para as localidades de Imbé, Angico e Algodões, referenciando seus pedidos e destacando a necessidade das comunidades em razão da grande carência de água. Os parlamentares foram agraciados com a importante notícia da liberação da ampliação do sistema do sistema de água que saíra da localidade de Lagoa Funda para as regiões de Riachão e Ariri, solicitação do vereador Luiz Carlos “Palito”, que não pode estar presente na audiência. O projeto será executado pela prefeitura municipal com a concessão dos canos pela CERB – Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia. Para os parlamentares foi uma audiência muito promissora e que, com certeza, será revertida em benefícios para Brumado.   

 



Ministério Público Federal pede nova prisão de Geddel

(Foto: Reprodução)

Um dia após o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) autorizar a saída de Geddel Vieira Lima da Papuda, o Ministério Púbico Federal pede nova prisão preventiva contra o ex-ministro de Michel Temer. Para os procuradores Anselmo Lopes e Sara Moreira Leite, novos elementos colhidos na investigação mostram que Geddel cometeu os crimes de exploração de prestígio e tentou embaraçar às investigações. Os procuradores se baseiam nos depoimento do corretor Lúcio Bolonha Funaro e de sua esposa, Raquel Pitta. Os dois detalharam os contatos feitos pelo ex-ministro. Segundo o MPF, em depoimento, Funaro afirmou que Geddel "alegou exercer influência criminosa sobre o Poder Judiciário da União". O corretor narrou à PF que, após a realização de sua audiência de custódia, Geddel mandou mensagem via "WhatsApp" reclamando da troca de advogado de Funaro e disse que, com a entrada da nova defensora, tinha "ficado ruim para o juiz". No entendimento do MPF, a revelação de Funaro mostra que Geddel tentava monitorar o ânimo do corretor em fazer possível colaboração premiada e também alegava, perante ele e sua família, exercer (direta ou indiretamente) influência sobre decisões que interessariam à defesa do corretor, nos processos relacionados à Operação Sépsis, na qual este último é réu. "Observa-se, assim, que Geddel, ao protestar contra a troca do patrono de Funaro, insinua ter a capacidade de influenciar decisões do Poder Judiciário, agindo como verdadeiro vendedor de 'fumaça', indicando, inclusive, que teria, com a troca de advogados, 'ficado ruim para o Juiz", afirma o MPF. Ainda de acordo com o MPF, o "Juiz" citado por Geddel "deve ser entendido como magistrado, ou seja, membro do Poder Judiciário." "Assim, não se sabe ao certo, nesse possível contexto de tráfico de influência aplicado ao Poder Judiciário (no caso, possível conduta penal de exploração de prestígio), a qual magistrado Geddel Vieira Lima invocava exercer influência: se a magistrado da 10ª Vara Federal, se a magistrado que compõe a Turma Julgadora de processos das Operações Sépsis e Cui Bono no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), ou, ainda se a magistrados de Cortes Superiores", completam os procuradores.



Zé Raimundo: 'A defesa de Lula é a defesa do estado de direito'

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Indignação e revolta são os sentimentos expressados pelo deputado estadual Zé Raimundo diante da  sentença do Juiz Sérgio Moro, condenando o ex-presidente Lula. "Não só temos a convicção da inocência do Lula como também a certeza de que ele será absolvido na instância superior, corrigindo essa decisão tendenciosa, politicamente, e frágil, processualmente, de acordo com ordenamento jurídico pátrio, que é cristalino em não admitir condenação sem provas", reagiu. Zé Raimundo lembrou que foram Lula, Dilma e o PT que fortaleceram os órgãos e a legislação para combater a corrupção, inclusive a Lei de delação, que na sua opinião vem sendo usada de forma distorcida e premeditadamente  contra as lideranças do PT. "Grande parte da elite, da burocracia incrustada no judiciário, e da mídia,  está a serviço dos poderosos e contra o modelo de inclusão social e de democracia efetiva que incorpore o povo nas decisões estratégicas de interesse nacional", observou o deputado. Segundo Zé Raimundo, a tentativa de condenar o Lula "faz parte do retrocesso político que começou com o golpe do impeachment de Dilma e continua com as reformas anti-populares da previdência e trabalhista, patrocinadas pelo governo golpista do PMDB/DEM/PSDB/PPS e outros. Nesse momento de profunda crise econômica e política os grupos conservadores querem jogar nas costas das classes médias baixas, assalariadas e pobres mais sofrimentos e penúrias. A defesa de Lula é a defesa do Estado Democrático de Direito e de uma sociedade com mais oportunidade e igualdade para todos", defende.

 



Lula é condenado por Moro a 9 anos e seis meses, mas não vai ser preso

(Foto: Reprodução)

Aos 71 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é a primeira do ex-presidente na Operação Lava Jato. “Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, condenou Moro. “Absolvo Luiz Inácio Lula da Silva e José Adelmário Pinheiro Filho das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial, por falta de prova suficiente da materialidade.”É a primeira condenação de Lula na Lava Jato. O ex-presidente responde como réu em outro processo aberto por Moro e ainda um na Justiça Federal, no Distrito Federal. A força-tarefa da Lava Jato considera que Lula era o “líder máximo” do esquema sistematizado de corrupção descoberto na Petrobrás e replicado em outras estatais e negócios do governo federal. Por meio dos desvios e arrecadação de propinas, o petista teria garantido a governabilidade de sua gestão e a permanência no poder, com o financiamento ilegal das campanhas suas e de aliados. Nesse processo, Lula é condenado pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pelos pagamentos via triplex, ele teria praticado 3 vezes corrupção passiva entre 11 de outubro de 2006 a 23 de janeiro de 2012. Nesse mesmo negócio, o petista foi condenado por 3 vezes ter praticado crime de lavagem de dinheiro entre 8 de outubro de 2009 até 2017.

A confissão, em juízo, de Léo Pinheiro, foi devastadora para Lula nesse processo. Ex-presidente da OAS e empreiteiro do cartel alvo da Lava Jato com maior proximidade com Lula, ele afirmou categoricamente a Moro que que “o apartamento era do presidente”. “O sr. entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente?”, indagou o advogado de Lula Cristiano Zanin Martins. “O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop já foi me dito que era do presidente Lula e sua família e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”, afirmou o empreiteiro. O Edifício Solaris era da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), a cooperativa fundada nos anos 1990 por um núcleo do PT. Em dificuldade financeira, a Bancoop repassou para a OAS empreendimentos inacabados, o que provocou a revolta de milhares de cooperados – eles protestam na Justiça que a empreiteira cobrou valores muito acima do previso contratualmente. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi presidente da Bancoop. A ex-primeira-dama Marisa Letícia (morta em 2017) assinou Termo de Adesão e Compromisso de Participação com a Bancoop e adquiriu ‘uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico’, atual Solaris, em abril de 2005. Em 2009, a Bancoop repassou o empreendimento à OAS e deu duas opções aos cooperados: solicitar a devolução dos recursos financeiros integralizados no empreendimento ou adquirir uma unidade da OAS, por um valor pré-estabelecido, utilizando, como parte do pagamento, o valor já pago à Cooperativa. Em 2015, Marisa Letícia pediu a restituição dos valores colocados no empreendimento. Segundo Léo Pinheiro, a primeira conversa com Vaccari sobre o tríplex ocorreu em 2009. “O João Vaccari conversou comigo, dizendo que esse apartamento, a família tinha a opção de um apartamento tipo, tinha comprado cotas e tal, mas que esse apartamento que eles tinham comprado estava liberado para eu comercializar. E foi comercializado e foi vendido. E que o triplex, eu não fizesse absolutamente nada em termo de comercialização”, disse.

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'Despacito' não sai da sua cabeça? Ciência explica o sucesso das músicas-chiclete

Com este gráfico, Nahúm García explica, em espanhol, a 'magia' de 'Despacito': há uma quebra no ritmo (Foto: Nahúm García)

Pode ser que a canção te agrade. Ou não. Mas a ciência ajuda a explicar por que Despacito, dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee, parece "grudar" na memória de quem a escuta. Estudos na área de neurociência e psicologia encontraram certos elementos em comum nas chamadas "músicas-chiclete". "A música ativa as áreas do cérebro relacionadas com sons e movimentos, mas também as associadas às emoções e recompensas", explica Jessica Grahn, cientista da Universidade do Oeste de Ontario, no Canadá, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Especialista em estudos ligados à música, Grahn conta que as canções que geram maior comunicação entre as áreas do cérebro ligadas ao som e às emoções são as que mais agradam. "Vocêm riem de 'Despacito', mas a maneira como o ritmo quebra antes do refrão é uma genialidade", escreveu ele em sua conta no Twitter.

Não há uma fórmula mágica, mas certos elementos funcionam como "guloseimas" para o cérebro. O primeiro ingrediente é o ritmo. Quando uma canção tem uma batida fácil de seguir, como é o caso de Despacito, ela aumenta a atividade cerebral na zona associada ao movimento, segundo experimentos. Mesmo se a pessoa está totalmente quieta. Em geral, as canções pop a que estamos expostos têm ritmos familiares, o que até certo ponto é previsível. Essa característica, diz Grahn, funciona como uma espécie de recompensa para o cérebro, pois é agradável que a canção se desenvolva como pensamos que vai ocorrer. A "mágica", porém, ocorre quando a canção inclui algum elemento que fuja do previsível. "Trata-se usar a batida, mas fazê-la mais interessante com alguma novidade. Fazer a canção interessante, mas sem tirar muito do que esperamos ouvir", afirma a cientista. Nahúm García, um produtor de música espanhol, acredita ter encontrado o pequeno detalhe que tornou Despacito algo especial. García se refere ao que acontece após 1m23s de canção, momento em que a melodia para e Fonsi diz pela primeira vez a palavra despacito (algo como "devagarzinho" em espanhol). É quase imperceptível, mas o fraseado "atravessa" o ritmo durante uma parada da batida. "A ruptura é radical e faz alusão a intenção sexual da letra (que contém um pedido de ritmo mais lento para o ato), criando uma unidade entre intenção e efeito", disse García em sua página no Facebook. "O cérebro se dá conta de que houve uma parada incomum, e isso chama a atenção." Segundo García, esse truque não é muito comum na música pop. Mas... por que esse efeito ocorre apenas na entrada do primeiro refrão? "Se usado de novo, pode cansar", acredita o espanhol. "Não se pode quebrar o ritmo de uma canção muitas vezes, porque isso resulta em um esforço para o cérebro." Psicólogos e cientistas chamam canções-chiclete de "vermes de ouvido". O termo foi criado por James Kellaris, compositor e professor de marketing da Universidade de Cincinnati, nos EUA, e cujos estudos têm como tema a influência da música sobre consumidores. Kellaris argumenta que os "vermes" são normalmente canções repetitivas e pouco complexas seja em ritmo, letra ou ambos. Mas outra característica é justamente que a canção conte com elementos inesperados, como um compasso irregular ou um padrão de melodia pouco usual. "Despacito tem elementos de um 'verme'. É animada, simples, repetitiva e tem um ritmo pegajoso", diz Kellaris. Mas o especialista americano menciona outros elementos que ajudam a explicar o sucesso, como o atraente vídeo ou o nível de exposição que as pessoas tiveram à canção. O êxito é inegável: Despacito já encabeçou as paradas de sucesso em 45 países e se tornou a primeira canção em espanhol a chegar ao posto de número da revista americana de música Billboard desde 1996, quando Macarena tomou o mundo de assalto. O vídeo da música já ultrapassou a impressionante marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube.

 

 

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'Há muitas pessoas que não se incomodam', diz promotor sobre nepotismo na Bahia

Foto: Imprensa / Cecom / MP-BA

Não é de hoje que as prefeituras baianas são usadas ao bel-prazer pelos grupos políticos que as assumem. Basta uma rápida consulta nos sites dos municípios para reconhecer um sobrenome comum a prefeitos e vereadores. E por aí entram mãe, pai, filhos, tios, primos, sem necessidade de concurso nem de qualificação técnica. Segundo o promotor de Justiça Pedro Taques, esse tipo de condição faz a Bahia ser um dos estados onde o nepotismo tem mais casos em relação ao resto do Brasil. Em entrevista ao Bahia Notícias, Taques diz que, ao contrário da corrupção clássica feita pela propina e pelo superfaturamento, de obras e serviços, o nepotismo é mais tolerado pela população. O promotor acredita que haja “uma cultura disseminada”. Na entrevista, Taques também conta como as ações contra o nepotismo chegam e são encaminhadas pelas promotorias. Ele também fala sobre a relação do MP com o prefeito de Itabuna, “caso crônico”, e ainda comenta a fala do prefeito de Iraquara em relação a casos de contratação de parentes. Confira a entrevista na íntegra clicando no "continue lendo': 



A gente tem dado muita notícia referente a recomendações do Ministério Público quanto a práticas de nepotismo na Bahia. Existe um número de municípios com esse tipo de irregularidade?
Sim. A gente tem uma quantidade de prefeitura que ainda se verifica esse problema de contratação e tem sido feito, com base nisso, ações para reprimi-las. Tanto em nível de prevenção, através das recomendações, orientando a eles não agirem assim, quando naqueles casos, em que se verificam situações de nepotismo, com ações judiciais.



Como é que o MP recebe essas informações sobre nepotismo. São as promotorias que se mexem, ou as denúncias chegam através de políticos, moradores?

Geralmente, essas queixas são formuladas diretamente nas promotorias dos municípios. Em cada cidade em que existe uma promotoria de Justiça funcionando, a população, ou os próprios agentes políticos, quando identificam algum tipo de prática que consideram irregular, eles vão noticiar ao Ministério Público. E assim acontece com frequência. Os colegas costumam receber essas representações e a partir daí se inicia o procedimento de investigação para ver se aquilo ocorre mesmo na realidade.


Nas recomendações encaminhadas às prefeituras, o MP costuma destacar que já existe precedente de afastamento de parentes como forma de alertar os prefeitos e vereadores. É citado o caso de Morro do Chapéu em que a Justiça decidiu pela demissão de cinco pessoas, entre elas a mãe do prefeito (lembre aqui). Como é que se deu esse caso específico?

A questão específica se deu com o afastamento daquelas pessoas que estavam nessa relação de nepotismo. Mas isso é uma prática bem antiga do Ministério Público, tendo em vista que há um combate frequente. O que é importante frisar é que o nepotismo é uma espécie de gênero mais amplo. Qual é esse gênero mais amplo? É o princípio da impessoalidade que tem na constituição federal. No artigo 37, ela estabelece os princípios da administração pública. Um desses é o da impessoalidade que determina que não haja na seleção de pessoas que vão trabalhar ou contratar na administração pública nenhuma espécie de preferência subjetiva. Ou seja, quem exerce a função pública não pode chamar alguém para trabalhar, para prestar serviço, ou realizar qualquer contrato por alguma predileção pessoal, familiar, amizade, político-partidária, ideológicas ou religiosas. O critério de seleção deve ser objetivo, técnico e que seja melhor para administração pública. Então, dentro desse âmbito maior de defesa da impessoalidade existe a prática do nepotismo que viola a impessoalidade por um desses vieses específicos, que é a relação de parentesco. É a única forma de violação? Evidente que Não. Vamos dizer que um gestor público que tenha uma convicção religiosa muito forte e resolva só contratar gente que partilha da mesma crença que ele. Isso também é uma violação do princípio da impessoalidade. Só que o nepotismo é mais identificado pela população.
 
 
Depois que o prefeito ou vereador recebem a sentença, por quanto tempo ainda demora para que os servidores sejam afastados?

A expectativa do MP é que essas ações sejam julgadas o mais rápido possível. A questão é que uma vez ajuizada a ação, já não é o MP que vai dar curso ao julgamento. Vai depender das instâncias judiciais. Mas isso é um fato que chama a atenção do MP porque existe a necessidade de rapidez pela Justiça. 


No começo do ano, nós entrevistamos o prefeito de Iraquara, que foi o prefeito eleito mais jovem do estado em 2016. Lá em Iraquara, a oposição o acusava de empregar parentes. Na resposta, ele disse que não havia pessoa de maior confiança do que o irmão [lembre aqui]. Até que ponto um parente pode ser empregado e não configurar nepotismo, já que os gestores têm direito a contratar pessoas da confiança deles?

A pessoa pode estar em uma relação em até terceiro grau e ainda assim não ser considerado nepotismo. Em primeiro lugar porque ela pode ter qualificação técnica. Eu já tive situações como essa quando atuei no interior do estado. Um sujeito tinha nomeado um tio para um cargo na prefeitura só que esse tio tinha um currículo que ninguém na cidade tinha para desempenhar uma atividade. A questão é saber se há outro motivo justificável que tenha levado a essa contratação. Aí, cabe ao gestor justificar. Se ele fizer isso, nenhuma medida será tomada pelo Ministério Público. Em muitos casos a justificativa é essa que você se referiu: “em quem mais eu vou confiar”. Tudo bem, mas aí o gestor tem que buscar outros referenciais.


A impressão que eu tenho é que os prefeitos, quando nomeiam parentes e não são poucos os casos, pelo contrário, ignoram essas recomendações do MP. É isso mesmo?

Historicamente, a gente tem tido uma diminuição muito grande desses casos. O Ministério Público passou a trabalhar com mais afinco nessa questão do nepotismo lá pelo ano de 2007. Antes disso, a gente tinha uma prática mais intensa. Eu diria que era uma regra absoluta. Hoje, não. Hoje ainda existem casos, mas quantitativamente é muito menor do que antes de se fazer um combate mais intenso. Tanto é que foi justamente isso que levou a edição da Súmula 13 [do Supremo Tribunal Federal, que veda a nomeação de parentes até o terceiro grau].
 
BN: Além do nepotismo tem o clientelismo, quando os prefeitos contratam gente do mesmo grupo político. O que fazer nesses casos?
LT: Sim, não é só nepotismo. Existe uma prática de beneficiar pessoas com interesse de perpetuação no poder, mas que não são do interesse público. Essas questões demandam uma apuração mais complexa, porque como você não tem relação de parentesco evidente você tem que buscar outros elementos de prova.
 

Uma figura que está sempre em choque com o MP é o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, não é mesmo? 

Este é um caso crônico porque há um histórico de resistência a regularização da gestão pública. Mas quando não se consegue resultado através de recomendação, o caso é transferido para o Poder Judiciário para que ele decida. 
 
 
O senhor acha que o momento político atual favorece a essa fiscalização sobre o nepotismo, ou ainda vai demorar para as pessoas entenderem que é um problema e denunciar mais os casos?

Eu acredito que a gente vive um momento de mudança de cultura política que tem incentivado muitas denúncias ao Ministério Público. Mas, notadamente, com os casos de corrupção, ou seja, de receber dinheiro ilicitamente, de cobrar propina, de superfaturar preços de obras e serviços. Isso, talvez, era algo que não passava tanto pela sensibilidade da população e tem levado mais denúncias ao Ministério Público. Já na situação do nepotismo, eu não percebo que houve um aumento.  Acho que se mantém constante porque há muitas pessoas que não se incomodam. Eles não veem nisso um ato grave à moralidade pública quanto eles veem em um ato de corrupção. Porque há talvez uma cultura disseminada. E não é só a visão do gestor, mas do cidadão. Não é raro que os próprios cidadãos, quando há mudança de grupo político, vão até a prefeitura pedir emprego, um encaixe na prefeitura, vão pedir que contrate ele ou um parente, ou que a prefeitura compre mais na loja dele ou na do amigo. Então, existe, talvez, nessa parcela da sociedade brasileira a visão de que isso é normal, não tem problema nenhum. 


Em relação ao Brasil, o nepotismo na Bahia é um dos mais gritantes?

Eu diria que a gente tem uma incidência bastante grande desses casos. Já em relação ao Nordeste, a Bahia está na média dos outros estados.
 

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Eunício suspende sessão após senadoras da oposição ocuparem mesa do plenário; Lídice da Mata fez parte do protesto

(Foto: Reprodução G1)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), suspendeu nesta terça-feira (11) a sessão aberta para analisar a reforma trabalhista após senadoras da oposição ocuparem a mesa do plenário, onde fica a cadeira do senador, e se recusarem a deixar o local. Cerca de cinco minutos após Eunício ter determinado a suspensão, as luzes no plenário foram parcialmente apagadas (foto abaixo). Nessa hora, o painel eletrônico marcava a presença de 49 dos 81 senadores no plenário. Questionado sobre a situação, a assessoria de Eunício não disse de quem partiu a ordem para desligar as luzes. A oposição diz que a ordem partiu do presidente da Casa. As senadoras oposicionistas que ocuparam os lugares na mesa são: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI). Elas sentaram à mesa do plenário assim que a sessão foi aberta, por volta de 11h, quando Eunício ainda não estava no local. Pelas regras do Senado, qualquer senador pode abrir uma sessão, desde que haja quórum. Foi isso que as oposicionistas fizeram. Contrárias à reforma trabalhista, as senadoras aproveitaram a primeira hora da sessão para passar a palavra para outros parlamentares que discursavam contra a proposta enviada pelo governo.

(Foto: Reprodução G1)


"Sou macumbeiro mesmo, não tenho vergonha não. Quem é você para me mandar embora do Bahia?", dispara volante Feijão

(Foto: FolhaPress)

Na mitologia do candomblé, Ogum, orixá do volante Feijão, 23, cria da base do Bahia, é um arquétipo do guerreiro impetuoso, que não desiste das batalhas. O atleta diz gostar das definições bélicas do seu orixá, mas nega fazer qualquer tipo de ebó (oferenda) para fins esportivos. "Só faço as coisas para me sentir bem". O candomblé é herança da família de Feijão. Foi ensinado pela mãe e antes pela avó no terreiro que ele frequenta, de Pai Ricardo, que há quase 30 anos comanda um espaço em Cajazeiras 5 (região periférica de Salvador). Adepto da religião desde a infância, o jogador foi chamado de "macumbeiro", "carniça" e "miséria" por um internauta, que ainda exigiu a saída dele do clube. Marcando o seguidor para direcionar a mensagem, Feijão rebateu. "Sou macumbeiro mesmo, não tenho vergonha não. Quem é você para me mandar embora do Bahia?"
 
 

O estopim para as ofensas foi uma foto publicada em sua conta no Instagram em que fazia referência ao orixá. O volante estuda se irá adotar medidas judiciais contra a pessoa que o hostilizou. Ataques a práticas e cultos religiosos é crime pelo Código Penal (artigo 208), com pena que varia de um mês a um ano de detenção e multa. O advogado criminalista Milton Jordão enxerga nos ataques a tipificação também de injúria racial. "No artigo terceiro do artigo 140 [sobre injúria racial] há a menção de ataques à raça, cor, etnia, religião ou origem", diz. "Muito triste isso acontecer justamente aqui na Bahia, um lugar onde a imigração africana deixou marcas tão profundas em nossa cultura", lamentou Pai Ricardo em entrevista à Folha de S. Paulo. Com passagens por empréstimo por Flamengo e Atlético-GO, Feijão diz que, desde os tempos da base, conviveu com uma maioria de jogadores evangélicos. Ainda assim, não se lembra de ter sofrido atos de intolerância por parte de colegas ou mesmo de adversários em campo. Ele diz que participa das rezas e citações bíblicas nas rodas de oração no vestiário, antes dos jogos. "Não escondo que sou do candomblé para ninguém. Mas rezo junto com eles, falo da Bíblia e faço parte da roda. Comigo não tem essa não", afirma Feijão. Pai Ricardo endossa: "A Igreja Católica e, hoje mais fortemente a Evangélica, diz que nosso Exu [orixá] é uma caracterização do demônio. Não trabalhamos com o maniqueísmo e nem com essa figura diabólica. Ficamos com uma pecha de religião satânica de forma distorcida." O antropólogo Júlio Braga, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), enxerga uma relação direta no crescimento das religiões neopentecostais com o aumento da intolerância. "O candomblé ficou muito marcado, principalmente no futebol, como uma religião que faz trabalhos para prejudicar os outros. Mas fazemos nossos ebós para abrir nossos próprios caminhos espirituais e receber as melhores energias. Nunca contra alguém", afirma Pai Ricardo. Quando o Bahia disputou a final do Brasileiro de 1988 -na qual sagrou-se campeão- uma figura que marcou a decisão foi a do torcedor Lourinho. Ele usava alfinetes para espetar bonecos com o nome de jogadores do Internacional, rival da disputa. O goleiro do Internacional na ocasião, Taffarel, que depois seria campeão mundial em 1994 com a seleção brasileira, foi um dos mais visados pelo torcedor símbolo do clube tricolor baiano. Autor de frases que entraram para o folclore do futebol, o técnico Neném Prancha (1906-1976) encarava os efeitos da religião de matriz africana de forma jocosa. "Se candomblé ganhasse jogo, Campeonato Baiano sempre terminaria empatado". A autoria da frase é alvo de disputa e atribuída também ao ex-técnico da seleção João Saldanha (1917-1990). Feijão é reserva na equipe do Bahia -16º colocado no Brasileiro- comandada por Jorginho. Evangélico, o treinador integrava um grupo de orações, juntamente com Kaká e Lúcio, na equipe da seleção na Copa de 2010. Na época, ele era auxiliar-técnico de Dunga.

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Senado deve concluir hoje votação da reforma trabalhista

(Foto: Reprodução)

A expectativa é de um placar bastante apertado. Para aprovar o texto são necessários, pelo menos, 41 votos dos 81 senadores. Em meio à análise pelos deputados da denúncia contra o presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, já disse que a votação estará na pauta do dia, independentemente do que acontecer na Câmara. Oliveira já deu por encerrada as discussões da matéria no plenário na última quinta-feira (6), portanto, na sessão deliberativa de hoje, marcada para as 11h, os líderes de partidos e de blocos partidários poderão apenas orientar suas bancadas para aprovar ou rejeitar o projeto. Não haverá discursos de senadores que não são líderes. Em seguida, a votação será feita nominalmente com divulgação do resultado no painel eletrônico. Se aprovado o texto principal, os senadores vão analisar as emendas apresentas em plenário. As que receberam parecer contrário deverão ser votadas em globo, ou seja, todas juntas de uma vez e, provavelmente, em votação simbólica. Todas têm parecer pela rejeição. Depois é a vez das emendas destacadas seguirem para votação em separado pelos partidos ou blocos partidários. A votação de cada destaque também poderá ser encaminhada pelas lideranças.Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano e regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional. Para acelerar a tramitação da proposta todas as 864 emendas apresentadas pelos senadores foram rejeitadas nas comissões de Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e de Constituição e Justiça. Em seus pareceres o senador Ricardo Ferraço, que relatou a matéria nas duas primeiras comissões, ressaltou o acordo firmado com o presidente Michel Temer para que ele vete seis pontos polêmicos da reforma inseridos pelos deputados para que os temas sejam reapresentados via medida provisória ou projeto de lei. Em relação ao trabalho intermitente, o relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam a prática. Neste tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. Segundo ele, o melhor seria regulamentar por medida provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.



Sentença de Moro em processo contra Lula pode sair até fim de semana

(Foto: Reprodução)

A expectativa na Justiça Federal do Paraná é que juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, dê a sentença sobre Lula e o tríplex até o fim da semana, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Nesta terça (11) se completam 22 dias desde que o petista apresentou as alegações finais de sua defesa. Ainda segundo a coluna, Moro demora, em média, de 25 a 35 dias para proferir uma sentença depois da conclusão do processo. Em dois processos ele condenou em apenas um dia: no de Nelma Kodama, ex-amante do doleiro Alberto Youssef, e no que tinha como réus, entre outros, o pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. No entanto, houve um caso em que Moro demorou 465 dias para divulgar a sentença no processo em que condenou o petista André Vargas a quatro anos e seis meses de prisão.