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Glória Maria diz que o próprio negro se discrimina



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Novas mudanças nas certidões de nascimento, casamento e óbito passam a valer nesta terça

Foto: Divulgação

As certidões de nascimento, casamento e óbito passam a ser diferentes a partir desta terça-feira (21). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mudou os registros que passaram a conter, entre outras coisas, o número do CPF. A intenção é a de que o documento se torne o número de identidade civil único. Outra mudança é que os documentos passam a levar o termo "filiação" e não mais o termo "genitores". De acordo com o governo, é possível o recém-nascido ter dois pais, duas mães, uma mãe e dois pais e assim por diante. O mesmo vale para casais que tenham optado por técnicas de reprodução assistida, como é o caso da barriga de aluguel e da doação de material genético. Todas as mudanças passam a valer em todo o Brasil. Nas certidões de óbito, o lançamento de todos os documentos permitirá o cancelamento automático dos documentos do falecido pelos órgãos públicos, contribuindo para a diminuição de fraudes. Em setembro, o presidente Michel Temer sancionou a lei que muda as regras para registro de nascimento e casamento, que, entre outros pontos, permite que a certidão de nascimento indique como naturalidade do bebê o município de residência da mãe, em vez da cidade onde ocorreu o parto. Defensores das mudanças nas regras de registro argumentavam que pequenos municípios não têm maternidades, o que obriga as grávidas a se deslocarem para outras cidades para darem à luz. Nesses casos, pode acontecer de o bebê ser registrado em uma cidade com a qual os pais não têm vínculo afetivo.



Glória Maria diz que o próprio negro se discrimina

Foto: Reprodução

Em entrevista a colunista Lu Lacerda, publicada no último domingo (19), no portal IG, a jornalista Glória Maria declarou que o próprio negro se discrimina. Glória foi a primeira repórter negra de projeção na TV e é referência no jornalismo brasileiro.  Ao ser perguntada porque os seus namorados sempre são negros ela respondeu: “Os homens negros preferem as brancas. O próprio negro se discrimina; para ele acreditar que venceu e tem status, precisa usar os valores brancos, como as suas mulheres, por exemplo. Quanto mais escura a sua pele, mais excluído você é”, disse. Ela ainda declarou ter sido vítima de racismo por diversas vezes: “Já vivenciei todas as caras do racismo na minha vida”, disse. Em 1976, por exemplo, Glória processou um hotel (fazendo uso da Lei Afonso Arinos) depois de ter sido impedida de entrar pela porta da frente e orientada a usar o elevador dos fundos. A jornalista também lembrou de um caso inusitado sobre sua cor da pele: “Quando estive no interior da Sérvia e fui conversar com uma velhinha, descobri que ela nunca tinha visto um preto na vida; ela não sabia que existia gente diferente dela. Sua alegria quando me descobriu foi inacreditável, percebendo a diferença e que o mundo poderia ser muito mais bonito. Ela não queria mais me deixar ir embora”, diz. Durante a entrevista ela citou casos polêmicos recentes envolvendo o jornalista William Wack e a ministra Luislinda. Ela disse que: “A frase não é do William – é do universo. Ter dito uma frase racista não significa que ele especificamente seja racista. Convivi a vida inteira com o William e nunca percebi nele uma demonstração de racismo. Waack  simplesmente teve uma reação inconsciente, que expressa o racismo. Chegou a esse ponto: uma reação inconsciente. Esse tipo de coisa é uma piada como fazem com português. Quanto à ministra Luislinda, ela fez o que todos eles fazem: acumular cargos. Ela não pode? Seria a única? É negra e teve a “ousadia” de conseguir ser ministra. Por que nunca se falou isso dos outros? É o que eu falei no início: “é coisa de preto”. O erro é sempre negro; o acerto é sempre branco”, encerrou.



Consciência negra: confira dez negros baianos que fazem sucesso no cenário nacional

Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (20), data em que é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, o Varela Notícias selecionou uma lista de negros baianos que fazem sucesso no cenário nacional. A data é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que lutou contra a escravidão e morreu em 20 de novembro de 1695. Confira abaixo a lista de negros baianos que se destacam na música, teatro e esportes:

Carlinhos Brown – O cantor, percussionista e compositor, Carlinhos Brown, nasceu em Salvador, na Bahia, e viveu toda sua infância no bairro do Candeal, onde descobriu, desde pequeno, seu talento para a música. O “Cacique”, como é conhecido no mundo artístico, foi o fundador da banda Timbalada, já concorreu mais de 10 vezes ao Grammy Latino e, em 2012, concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original pela trilha sonora do filme “Rio”, dirigido pelo cineasta Carlos Saldanha.


Gilberto Gil – Um dia fundadores do Tropicalismo, Gilberto Gil é um dos músicos mais renomados da Bahia. Compositor de canções como “Toda menina baiana”, “Tempo rei” e “Drão”, tornou-se ícone da Música Popular Brasileira (MPB), sendo reconhecido internacionalmente. Gilberto Gil também foi ministro da cultura, durante do Governo Lula, entre os anos de 2003 e 2008.


Lázaro Ramos – O ator baiano Lázaro Ramos tem se destacado no cenário nacional, também como apresentador, cineasta e escritor. O baiano começou nos palcos através do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, e se tornou protagonista de novelas da Rede Globo. Lázaro Ramos também participou de filmes brasileiros como Madame Satã, Ó Paí, Ó, O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Carandirú, dentre outros. 


Margareth Menezes – Cantora baiana, nascida em dia 13 de outubro de 1962, na Boa Viagem, região da Península de Itapagipe, em Salvador. Filha de doceira e costureira e com pai motorista, começou sua carreira musical em 1986. Hoje é referência na Bahia e no Brasil entre os cantores negros brasileiros. Em 2010 a artista lançou o AfroPop: movimento cultural que envolve jovens de projetos sociais.


Vovô do Ilê – Antonio Carlos dos Santos, mais conhecido como Vovô, é o fundador do primeiro bloco afro da Bahia, o Ilê Aiyê, criado em 1981. Ele tem como principal preocupação resgatar e divulgar a cultura negra e lutar pelo combate ao preconceito. Desde a criação do bloco ele se dedica exclusivamente à administração do mesmo.

Luis Miranda – O ator Luis Miranda tem 47 anos e nasceu no município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia. Miranda tem uma longa trajetória no teatro e ganhou destaque na TV nacional com a elegante transexual Dorothy Benson, da novela da TV Globo “Geração Brasil”. O ator é reconhecido pelo seu dom humorístico e já rodou o país com sua peça “7 conto”, recorde de bilheteria por onde passa. Teve participação no seriado “Sob Nova Direção”, “Mister Brau”, “Zorra”, “Ó pai ó”, “A Grande Família”, dentre outros. 


Saquias Queiroz – Natural de Ubaitaba, o canoísta brasileiro, atleta do Club Atlético Paulistano de São Paulo, teve sua melhor conquista nos Jogos Olímpicos de 2016, quando conseguiu três medalhas no Rio de Janeiro: Prata na Canoa Individual 1.000m, Bronze na Canoa Individual 200m e Prata na Canoa de Dupla 1.000m, com Erlon de Sousa Silva. Tornou-se o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em uma única edição dos Jogos Olímpicos.


Érico Brás – Érico Brás de Oliveira, mais conhecido como Érico Brás, nasceu em Salvador. Ator e humorista, ficou conhecido nacionalmente após fazer parte do elenco do filme “Ó Paí, Ó”, lançado em 2007, no papel do mulherengo Reginaldo. Mas foi em 2008, que sua carreira decolou de vez, através da série global, “Ó Paí, Ó”, adaptada do filme homônimo, fez o mesmo papel do filme, o taxista Reginaldo. Ficou durante quatro anos (2011-2015) na série “Entre Tapas e Beijos” no papel de Jurandir dos Santos, que foi até agora, o mais marcante da sua carreira. De lá pra cá, vem atuando em vários filmes, séries, novelas e programas humorísticos. Seu papel mais recente foi no programa Pop Star, onde mostrou seu lado cantor, junto com vários atores. 


Edson Gomes – Nascido em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, o cantor e compositor é considerado o maior nome da música reggae no país. Suas letras marcantes falam sobre desigualdade social, violência, pobreza, corrupção, amor e o cotidiano brasileiro. Aos 16 anos de idade, após ganhar um festival de música em sua cidade, resolveu seguir a carreira artística. Em 1982, Edson viajou para São Paulo, participou do Festival Canta Bahia, onde foi escolhido como o melhor intérprete, com a música “Rasta” e recebeu também o Troféu Caymmi. Mas foi em 1988, quando gravou o álbum “Reggae Resistência” lançado pela gravadora EMI de onde saiu o seu primeiro sucesso, a canção “Samarina”, com seu estilo já definido como um roots reggae engajado, influenciado por Bob Marley e Jimmy Cliff. Edson é considerado um ícone da resistência, na luta do negro pelo reconhecimento e combate ao racismo.


Márcio Victor – O cantor e percussionista Márcio Victor Brito Santos, nasceu em Salvador. O líder da banda Psirico começou sua carreira ainda criança, influenciado pela cultura baiana e africana, herdada de sua família. Começou a tocar profissionalmente aos 13 anos na Timbalada, aos 17 anos, fez uma participação como percussionista no CD “Livro”, de Caetano Veloso. Em 2000 fundou a banda Psirico, mas ficou conhecida mesmo no carnaval de 2004, com a música Sambadinha. Hoje em dia é uma das maiores bandas de pagode do Brasil, ganhando vários troféus como cantor revelação e música do carnaval.

 

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CCJ pode votar na quarta-feira legalização de jogos de azar

O relator, senador Benedito de Lira, considerou a “situação orçamentária gravíssima” enfrentada pelos entes da Federação para reforçar a defesa do PLS 186/2014 Marcos Oliveira/Agência Senado

A legalização dos jogos de azar e a reabertura dos cassinos no Brasil estão em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que tem reunião marcada para a quarta-feira (22), a partir das 10h. O PLS 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), autoriza a exploração de jogos on-line ou presenciais em todo o território nacional. A proposta original foi alterada pelo relator, senador Benedito de Lira (PP-AL), transformando-se em um texto substitutivo, que foi apresentado aos integrantes da comissão na reunião do dia 8 deste mês. O processo de discussão e votação foi adiado para atender a um pedido de vista coletiva. Pelo texto do relator, a regulamentação das apostas deverá contemplar jogo do bicho, bingo, videobingo e videojogo, cassinos em complexos integrados de lazer, apostas esportivas e não esportivas e cassinos on-line. O substitutivo determina a inclusão das empresas autorizadas a explorar jogos de azar na Lei de Lavagem de Dinheiro, obrigando-as a cadastrar os clientes e a informar operações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Torna necessária ainda a adoção de providências, pelo Banco Central (BC), a fim de proibir o uso de instrumentos de pagamento, como cartões de crédito, em jogos de azar on-line administrados por empresa não-credenciada. As medidas de controle sobre os estabelecimentos credenciados deverão obrigá-los a promover a identificação de todos os jogadores que receberem premiações superiores a R$ 10 mil. Esses dados terão de ser encaminhados ao governo federal. O substitutivo também estabelece limites mínimo e máximo para multas cobradas por infrações administrativas. Essa taxação deverá partir de R$ 10 mil, podendo chegar a R$ 500 mil, devendo os valores arrecadados serem aplicados na área de segurança pública.

Vício e penalidades

O risco de vício associado à atividade foi reconhecido no relatório por Benedito de Lira Assim, foi definida a obrigação de os estabelecimentos que exploram jogos de azar exibirem, com destaque, mensagem alertando para essa possibilidade em caso de prática excessiva.

Três crimes, com as respectivas penas, foram previstos no substitutivo do relator. Quem permitir a participação de menor de 18 anos em jogos ou explorar a atividade sem credenciamento deverá amargar pena de três meses a um ano de detenção, além de pagar multa. Aquele que fraudar, adulterar ou controlar o resultado de jogo ou pagar a premiação em desacordo com a lei poderá ser submetido à detenção de seis meses a dois anos e ao pagamento de multa.

Nova contribuição

Benedito de Lira aproveitou ainda, em seu substitutivo, sugestão examinada pela extinta Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional (CEDN) sobre a nova contribuição a ser gerada pela legalização dos jogos de azar. Como explicou no relatório, o tributo deverá ser pago por quem explorar a atividade e terá alíquota de 10% ou 20%, em função, respectivamente, da oferta do jogo em ambiente físico ou virtual.

A base de cálculo do tributo deverá ser a receita bruta integral, abatidas as premiações pagas. Quanto ao produto da arrecadação, a União terá que repassar 30% a estados e ao Distrito Federal e 30% aos municípios para aplicação, obrigatória, em saúde, previdência e assistência social.

"Imaginário da civilização"

O relator na CCJ está convencido de que é desejável uma regulamentação dos jogos de azar. Em seu voto, Benedito de Lira usa o termo "jogos de fortuna".

“É necessário relembrar que os jogos sempre fizeram parte do imaginário da civilização. Encontram-se na origem da cultura. Ademais, o longo período de proibição do jogo no Brasil, cerca de 75 anos, acabou por rotular equivocadamente esta atividade como uma questão de moral, inclusive, contaminando o debate sobre a legislação dos jogos”, avaliou.

Benedito de Lira também considerou a “situação orçamentária gravíssima” enfrentada pelos entes da Federação para reforçar a defesa do PLS 186/2014.

Ao justificar a apresentação do projeto, o autor, senador Ciro Nogueira, argumentou que o jogo é legal em 75% dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil faz parte, portanto, como ressaltou o parlamentar, dos 25% que não legalizaram a atividade. Caso a exploração voltasse a ser reconhecida pela lei, segundos os cálculos apresentados, o país poderia passar a arrecadar cerca de R$ 15 bilhões a mais em impostos por ano.

Críticas

O assunto, no entanto, está longe de um consenso entre os parlamentares. Senadores de vários partidos já se manifestaram contrariamente à proposta. Uma das críticas recorrentes sustenta que a prática facilitará o crime de lavagem de dinheiro. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi contra a inclusão do projeto na pauta da CCJ.

A legalização do jogo voltou ao noticiário após a reunião dos governadores com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. No encontro, eles sugeriram a legalização da atividade para aumentar a arrecadação, com a destinação dos impostos à área de segurança pública. O presidente do Senado reconheceu que o assunto é polêmico, mas afirmou que a decisão eventualmente será do Plenário, cabendo a ele pautar a matéria.

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Pesquisa indica que quase 40% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday

Foto: Reprodução

A oitava edição da Black Friday, que ocorrerá na próxima sexta-feira (24), deve consolidar o evento como uma das principais datas de vendas do comércio brasileiro. As estimativas apontam um volume de negócios próximo de R$ 2,2 bilhões, 20% a mais que em 2016. No entanto, o consumidor brasileiro ainda demonstra desconfiança com a Black Friday, como revela pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo o levantamento, que ouviu 1.616 pessoas nas 27 capitais brasileiras, 39% dos consultados planejam fazer compras durante a promoção, enquanto 43% também querem comprar, mas vão analisar os preços antes. O índice reflete a dúvida surgida nas edições anteriores de que parte das lojas simulava descontos e, na verdade, cobrava os mesmos preços de antes, ou oferecia reduções muito pequenas.



SP: Vereador é suspeito de atirar contra adolescente que usou nota falsa para fazer compras

Foto: Reprodução

A Polícia Civil instaurou um inquérito em Serrana (SP) contra um vereador suspeito de tentar atirar em um adolescente de 16 anos depois de receber dele uma nota falsa de R$ 100 para a compra de doces em seu mercado. A mesma investigação apura a conduta de policiais militares, que não teriam informado a respeito dos disparos no registro da ocorrência, segundo o delegado José Augusto Franzine de Almeida. “Ele [policial] teria que ter apresentado o adolescente e também o comerciante, inclusive com a arma. Inclusive o comerciante estava com uma arma sem registro, sem porte, e a população inteira ouviu os dois disparos”, diz Almeida. A confusão aconteceu na tarde da última terça-feira (14) em um comércio do parlamentar Ricardo Adriano de Luna Farias (PPS), no Jardim Bela Vista. O menor, que confirmou ter entregado a nota falsa, não chegou a ser atingido. Uma arma foi apreendida com o vereador após diligência da Polícia Civil no local. Farias foi preso em flagrante por porte ilegal e tentativa de homicídio, pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado. Procurado pela reportagem, o parlamentar não quis gravar entrevista. À polícia, ele negou ter feito os disparos. A Polícia Militar comunicou que, em nenhum momento, o adolescente falou aos PMs sobre os tiros, mas que abriu uma investigação preliminar para apurar a conduta dos agentes.



19 de Novembro: Dia da Bandeira

(Foto: Daniel Simurro | 97NEWS)

Comemora-se o Dia da Bandeira, no Brasil, em 19 de novembro. Essa comemoração remete à atmosfera da instituição da República em nosso país, no ano de 1889. A República foi proclamada em 15 de novembro desse ano, e a nova bandeira, tal como a conhecemos hoje, foi concebida no dia 19 por Raimundo Teixeira Mendes. A bandeira é um dos símbolos máximos de uma nação, aquele que mais fica em evidência, que representa efetivamente o país. Essa importância explica, em grande parte, a urgência dos republicanos em reformularem a bandeira nacional. A bandeira antiga representava o Império, trazendo em seu centro um brasão com a imagem da coroa e da cruz, símbolos que se tornaram indesejáveis para os republicanos, já que o presidencialismo e a laicidade eram características patentes do novo regime instituído. Entretanto, mesmo rejeitando o brasão imperial, Teixeira Mendes e seus auxiliares (Miguel de Lemos, Manuel Reis e Décio Villares) tomaram o fundo verde e o losango dourado da bandeira imperial como base para a nova bandeira. Em Brumado, o Pavilhão Nacional é reverenciado de uma forma muito significativa, onde um dos maiores exemplares do país se ergue com um grande mastro de cerca de 20 metros, que faz com que o maior símbolo da Pátria possa se exibir imponente, mostrando a reverência de um povo. 



Sem ganhadores, prêmio da Mega-Sena acumula em R$ 50 milhões

(Foto: Reprodução)

Nenhum apostador as seis dezenas do concurso 1.989 da Mega-Sena e o prêmio acumulou para R$ 50 milhões. O sorteio aconteceu neste sábado (18), em Amparo (SP), no qual foram sorteados os números 15-22-30-32-40-58. Por outro lado, a quina teve 47 apostas vencedoras, cada uma levando R$ 56.106,95. Outras 3.280 apostas levaram na quadra, cada uma valendo R$ 1.148,53. O próximo concurso da Mega-Sena ocorrerá na quarta-feira (22).



'Povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário', afirma Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Imposto de Renda deve ser cobrado dos "ricos" e não tirado do salário do trabalhador Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva, pré-candidato do PT à Presidência, disse neste sábado, 18, em Diadema, região do ABC, que “salário não é renda” e, portanto, o “povo” não deve pagar Imposto de Renda sobre seus vencimentos. Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”. “Salário não é renda, portanto o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário. Quem tem que pagar Imposto de Renda é rico”, disse o ex-presidente no início da tarde de hoje. Lula não entrou em detalhes sobre a proposta mas citou como exemplos categorias profissionais que conseguem negociar aumentos salariais, mas viram alvo da Receita. “Os coitados dos metalúrgicos, químicos, gráficos, fazem um acordo para receber um aumento de salário e, quando vem o aumento, a Fazenda leva tudo”, disse o petista. O ex-presidente fez o comentário imediatamente depois de prometer revogar feitos da gestão Michel Temer como a mudança do modelo de concessão do pré-sal “Eu vou voltar e se eu ganhar a gente vai revogar tudo isso”, disse Lula que também não especificou quais atos da atual administração pretente revogar. Lula participou neste sábado de um ato em comemoração aos 35 anos da vitória do PT na eleição para a prefeitura da cidade de Diadema. Em 1982, quando o partido tinha apenas um ano de existência, o então petista Gilson Menezes, egresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, venceu as eleições levando o PT a ocupar pela prmeira vez um posto no Executivo. 



Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 33 milhões hoje (18)

(Foto: Reprodução)

O concurso 1.989 da Mega-Sena deve sortear neste sábado (18) prêmio estimado em R$ 33 milhões. A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) nas mais de 13 mil casas lotéricas do país. O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não é totalmente revertido em prêmio para o ganhador. Parte do montante é repassada ao governo federal para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e esporte. Além disso, há despesas de custeio do concurso, Imposto de Renda e outros, que fazem com que o prêmio bruto corresponda a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem, 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena); 19% entre os acertadores de 5 números (quina); 19% entre os acertadores de 4 números (quadra); 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5; 5% ficam acumulado para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5. Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação. Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Depois desse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).



Governo federal descontingencia R$ 7,5 bilhões do Orçamento

(Foto Ilustrativa)

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou hoje (17) o descontingenciamento de R$ 7,5 bilhões do Orçamento para ministérios e órgãos públicos.  A liberação dos recursos foi possível, porque houve um aumento das receitas e queda das despesas conforme o relatório do 5º bimestre deste ano, e a manutenção da meta de R$ 159 bilhões de déficit. De acordo com o governo federal, a arrecadação foi incrementada, por exemplo, com R$ 2,7 bilhões provenientes de precatórios e R$ 2,6 bilhões com concessões de hidrelétricas, petróleo e gás. No entanto, a projeção de receitas com o Pert, o novo Refis, caiu R$ 1,27 bilhão.  Em relação às despesas, algumas estimativas também apresentaram redução, como os pagamentos de seguro-desemprego e abono salarial que passaram de R$ 60 bilhões, no 4º bimestre, para R$ 57,8 bilhões, no 5º bimestre, com queda de R$ 2,1 bilhões. De acordo com o ministro, a queda é resultado da retomada da economia e porque mais pessoas estão conseguindo emprego.  Os recursos provenientes do desbloqueio deverão ser distribuídos nas próximas semanas e servirão para cobrir despesas e para o pagamento de obras em andamento. Dos R$ 7,5 bilhões, R$ 7,4 bilhões se destinam ao Poder Executivo, sendo R$ 593 milhões para o pagamento de emendas parlamentares impositivas individuais e de bancadas e R$ 6,8 bilhões para demais despesas de órgãos. Outros R$ 94 milhões serão destinados aos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU).



Pretos ou pardos são 63,7% dos desempregados no país

Foto: Reprodução

Entre os 13 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, 63,7% eram pretos ou pardos. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados hoje (17) e equivalem a 8,3 milhões de pretos ou pardos sem ocupação. A taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a de trabalhadores brancos totalizou 9,9%. Comportamento semelhante foi registrado na taxa de subutilização, indicador que agrega a taxa de desocupação, de subocupação por insuficiência de horas (menos de 40 horas semanais) e a força de trabalho potencial. Para o total de trabalhadores brasileiros, o índice fechou o terceiro trimestre em 23,9%. Entre a população de pretos ou pardos, a taxa saltou para 28,3%, enquanto entre os brancos ela ficou em 18,5%. Do total de 26,8 milhões de subutilizados, 65,8%, eram pessoas pretas ou pardas.

 

Trabalhadores ocupados e carteira assinada

No terceiro trimestre de 2017, as pessoas pretas ou pardas representavam 54,9% do total da população brasileira de 14 anos ou mais e eram 53% dos trabalhadores ocupados. No recorte racial, 52,3% dos pretos ou pardos estavam ocupados, enquanto 56,5% dos brancos se encontravam na mesma situação. O rendimento dos trabalhadores brancos foi de R$2.757 no período e o de trabalhadores pretos e pardos, de R$1.531.

Em relação ao percentual de empregados do setor privado com carteira assinada, no fechamento do terceiro trimestre do ano o dado de pretos ou pardos chegava a 71,3%, mais baixo do que o observado para o total do setor (75,3%). Dos 23,2 milhões de empregados pretos ou pardos do setor privado, somente 16,6 milhões tinham carteira de trabalho assinada.

Trabalho doméstico e informal

Na distribuição da população ocupada por grupo de atividades, a participação dos pretos e pardos era superior à dos brancos na agropecuária, na construção, em alojamento e alimentação e, principalmente, nos serviços domésticos, categoria em que eles representam 66% do contingente total.

A Pnad Contínua mostrou, ainda, que, no Brasil, somente 33% dos empregadores eram pretos ou pardos. Já entre os trabalhadores por conta própria, essa população representava 55,1% do total. Mais de um milhão de trabalhadores pretos ou pardos atuavam como ambulantes, totalizando 66,7% dos trabalhadores deste tipo de ocupação. O percentual de ambulantes negros foi de 2,5%.

Análise

Na avaliação do coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, indicadores como esses revelam o tamanho da desigual do mercado de trabalho no país. “Entre os diversos fatores [que determinam esta desigualdade] estão a falta de experiência, de escolarização e de formação de grande parte da população de cor preta ou parda”.

Para ele, esses números são resultados de um processo histórico, que vem desde a época da colonização. “Claro que se avançou muito, mais ainda tem que se avançar bastante, no sentido de dar a população de cor preta ou parda igualdade em relação ao que temos hoje na população de cor branca”, destaca.

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Governo libera R$ 1,7 bi do PIS/Pasep para aposentados a partir desta sexta

Foto: Luciano Santos l 97News

Aposentados poderão sacar saldos de contas do PIS/Pasep a partir desta sexta-feira (17). Em agosto, o governo anunciou a antecipação dos saques, que antes só era permitido para pessoas com mais de 70 anos. Nesta etapa, terão direito ao saque mais de 1,2 milhão de brasileiros, que terão disponíveis R$ 1,7 bilhão. Para aposentados correntistas da Caixa, no caso do PIS, e do Banco do Brasil, no caso do Pasep, os valores foram creditados nas contas na semana passada. Podem sacar os recursos trabalhadores cadastrados no fundo PIS/Pasep entre 1971 e outubro de 1988 que ainda não sacaram o saldo total de suas contas. A partir de 14 de dezembro, os saques estarão disponíveis para mulheres com mais de 62 anos e homens a partir de 65 anos, de acordo com cronograma anunciado pelo governo. A estimativa é que R$ 15,9 bilhões sejam sacados, o que ajudará a aquecer a economia.



Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 29 milhões nesta quinta (17)

(Foto: Divulgação)

O sorteio 1.988 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 29 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quinta (16) em Amparo (SP). De acordo com a Caixa Econômica Federal, o valor integral do prêmio, aplicado na poupança, renderia R$ 136 mil mensais. Nesta semana, o concurso será excepcionalmente na quinta-feira. Normalmente, o sorteio no meio da semana se dá às quartas. O adiamento se deveu ao feriado de Proclamação da República. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



Waldenor lamenta morte de Krajcberg: 'O mundo e a Bahia perdem um dos seus maiores artistas'

(Foto: 97NEWS Conteúdo)

Ao manifestar o sentimento pela morte do artista plástico Frans Kracjberg, nesta quarta-feira (15),  o deputado federal Waldenor Pereira  declarou que "o mundo e especialmente a Bahia perdem um dos seus maiores artistas". Ele lembrou que teve a honra de homenageá-lo (em 07/03/09), quando  era líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, quando foi o propositor da concessão do ttulo de cidadão baiano para o polonês  naturalizado brasileiro desde 1954. Waldenor Pereira também recordou que propôs o título de cidadão para Frans Kracjber também em atenção ao então governador Jaques Wagner, que era admirador da obra do artista plástico. Em 1997, quando era  reitor da Universidade Estadual do Sudoeste, Waldenor se interessou pela obra de Kracjber. "Foi quando fui presenteado pelo cineasta Walter Sales,  com o vídeo documentário Krajcber, O Poeta dos Vestígios, quando da filmagem do premiado Central do Brasil, que contou com o nosso apoio através da UESB". Frans Krajcberg morreu aos 96 anos, no Rio de Janeiro. Seu corpo será cremado e levado para o município de Nova Viçosa, onde escolheu para morar, desde que passou a viver na Bahia, em 1972. Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado. Foi combatente do Exército Soviético durante a 2ª Guerra Mundial, quando perdeu a família assassinada em campos de concentração.



Proclamação da República: 128 anos depois, historiadores concordam que monarquia sofreu um 'golpe'

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Escrito pelo advogado paulistano Eduardo Prado, o livro Os Fastos da Ditadura Militar no Brasil, de 1890, argumentava que a Proclamação da República no Brasil tinha sido uma cópia do modelo dos Estados Unidos aplicada a um contexto social e a um povo com características distintas. A monarquia, segundo ele, ainda era o modelo mais adequado para a sociedade que se tinha no país. Prado também foi o primeiro autor a considerar a Proclamação da República um "golpe de Estado ilegítimo" aplicado pelos militares. Hoje, 128 anos depois, o tema voltou ao debate público: enquanto diversos historiadores apontam a importância da chegada da República ao Brasil, apesar de suas incoerências e dificuldades, um movimento que ganhou força nos últimos anos - principalmente, nas redes sociais - ainda a contesta. "A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo", disse à BBC Brasil o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tataraneto de D. Pedro 2º, o último imperador brasileiro, e militante do movimento direitista Acorda Brasil. No anúncio do último congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), em que foi um dos palestrantes, Luiz foi apresentado e festejado como "príncipe".

"Quando há ilegitimidade na proclamação de qualquer modelo de governo, não se consegue estabelecer autoridade e, dessa forma, não se tem ordem. É exatamente isso que aconteceu na república: removeram o monarca e, no momento seguinte, foi um caos", completa ele, justificando a partir da história os solavancos recentes da democracia brasileira. Desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, o movimento pró-monarquia foi impulsionado pelas redes sociais e pela presença de grupos monarquistas nas manifestações contra o governo petista, entre 2015 e 2016 - muitos deles, empunhando bandeiras do Brasil. 


Um movimento de elites


A ideia de que a Proclamação da República foi um "golpe" é engrossada pelo historiador José Murilo de Carvalho, que acabou de lançar seu oitavo livro sobre os períodos monárquico e republicano do Brasil: O Pecado Original da República (Bazar do Tempo, 294 páginas). Um dos intelectuais mais respeitados no país, Murilo também admite que é possível discutir a legitimidade do processo, como reivindicam os monarquistas atuais. "Para se sustentar [a reivindicação de legitimidade da proclamação], ela teria que supor que a minoria republicana, predominantemente composta de bacharéis, jornalistas, advogados, médicos, engenheiros, alunos das escolas superiores, além dos cafeicultores paulistas, representava os interesses da maioria esmagadora da população ou do país como um todo. Um tanto complicado", avalia. Ainda de acordo com Murilo, não apenas foi um golpe, como ele não contou com a participação popular, o que fortalece o argumento de ilegitimidade apresentado pelos atuais monarquistas. Para ele, a distância da maior camada da população das decisões políticas é um problema que perdura até hoje. "Embora os propagandistas falassem em democracia, o pecado foi a ausência de povo, não só na proclamação, mas pelo menos até o fim da Primeira República. Incorporar plenamente o povo no sistema político é ainda hoje um problema da nossa República. Pode-se dizer que as condições do país não permitiram outra solução e que os propagandistas eram sonhadores. Muitos realmente eram", conta. Especialista no período, o jornalista e historiador José Laurentino Gomes, autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, concorda com a leitura do "golpe". Para ele, no entanto, o debate sobre a legitimidade da República é sobre "quem legitima o quê", o que está ligado ao processo de consolidação de qualquer regime político. "O termo 'legitimidade' é muito relativo. Depende do que se considera o instrumento legitimador da nossa República. Se ele for o voto, ela não é legítima, porque o Partido Republicano nunca teve apoio nas urnas. Agora, se considerar esse instrumento a força das armas, foi um movimento legítimo, porque foi por meio delas que o exército consolidou o regime", diz. Para Laurentino, a questão envolve a luta pelo direito de nomear os acontecimentos históricos que, no caso dos republicanos, conseguiram emplacar a ideia de "proclamação" e não de "golpe". "O que aconteceu em 1889, em 1930 e em 1964 é a mesma coisa: exército na rua fazendo política. Depende de quem legitima o quê. O movimento de 1964 não foi legitimado pela sociedade, mas a revolução de 1930 foi tanto pelos sindicatos quanto pelas mudanças promovidas por Getúlio Vargas. A proclamação é contada hoje por quem venceu", argumenta. Para o historiador Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), é possível sim falar em golpe na fundação da República. Já questionar sua legitimidade, como faz Orleans e Bragança, seria um revisionismo histórico incabível. "Se pensarmos que a monarquia era um regime historicamente vinculado à escravidão (esta sim, uma instituição ilegítima, sob quaisquer aspectos), acho pessoalmente que a fundação da República foi um processo político legítimo que, infelizmente, não veio acompanhado de reformas democratizantes e inclusivas", explica. Segundo José Murilo de Carvalho, é possível afirmar que a proclamação foi obra quase totalmente dos militares, assim como conta o jornalista Laurentino Gomes em seu livro 1889. "Só poucos dias antes do golpe é que líderes civis foram envolvidos", explica Murilo. Para o professor Marcos Napolitano, porém, o fato de ter sido uma minoria a responsável por derrubar a monarquia não retira do movimento a sua legitimidade. "Qualquer processo político está ligado à capacidade de minorias ativas ganharem o apoio de maiorias, ativas ou passivas, e neutralizarem outros grupos que lhes são contra. Nem sempre um processo político que começa com uma minoria ativa redunda em falta de democracia. Esta é a medida de legitimidade de um processo político. Muitos processos políticos democratizantes, que mudaram a história mundial, começaram assim. O que não os exime de serem processos muitas vezes traumáticos e conflitivos", explica Napolitano. Monarquia como opção de regime político? Orleans e Bragança expressa uma alternativa que já existe há algum tempo entre um grupo restrito de historiadores. O mais militante deles é o professor Armando Alexandre dos Santos, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Frequentemente convidado pela Casa Real para palestras e eventos, ele é amigo pessoal de D. Luiz Gastão de Orleans e Bragança - que seria o imperador do país caso fosse uma monarquia - desde os anos 1980. Para Santos, a República representou a instauração de uma ditadura jamais vivida até então no Brasil. "Foi uma quartelada de uma minoria revoltosa de militares que não teve nenhum apoio popular. A própria proclamação foi um show de indecisões: Deodoro da Fonseca, por exemplo, só decidiu proclamá-la porque foi pressionado pelos membros do seu grupinho que precisavam de um militar de patente para representá-los. Foi, acima de tudo, um modismo, uma imitação servil dos EUA", argumenta. Santos, no entanto, não encontra apoio para sua tese na maior parte da academia. Para os historiadores ouvidos pela BBC Brasil, o retorno à monarquia não está definitivamente no horizonte político do país. "O plebiscito de 1993 (para determinar a forma de governo do país) mostrou que há sólida maioria favorável à República, apesar das trapalhadas do regime. Fora do carnaval, a imagem predominante da monarquia ainda é a de regime retrógrado", afirma José Murilo de Carvalho, seguido por Gomes. "Em um momento de discussão da identidade nacional, se somos violentos ou pacíficos, corruptos ou transparentes, vamos em busca de mitos fundadores. Um deles é D. Pedro, que era um homem culto e respeitado. Esse movimento monárquico atual é freudiano. É a busca de pai que resolva tudo sem que a gente se preocupe", finaliza.

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Jornais sem jornalismo, jornalismo sem jornais

Redação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Senado Federal. (Foto: Marri Nogueira/Agência Senado/Creative Commons 2.0 Genérico)

Ao produzir e publicar o Atlas da Notícia, o Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, em parceria com o Volt Data Lab, realizou iniciativa inédita no país e que mapeou, até outubro de 2017, uma rede de 5.354 veículos de informação distribuídos em território brasileiro.

O dado quantifica a existência de jornais impressos e sites na internet que veiculam conteúdo noticioso com periodicidade no mínimo quinzenal. Mas não significa haver, no Brasil, 5.354 publicações jornalísticas. Afinal, manter um jornal não implica necessariamente fazer jornalismo.

Há centenas (talvez milhares) de publicações que se identificam como jornais (inclusive, às vezes, com este termo incorporado ao nome) e que se parecem com jornais (em sua forma e linguagem características), mas não praticam o método e a ética do jornalismo.

Fazer jornalismo exige o compromisso de pautar-se pelo interesse público, dedicar-se a apurar, verificar e contextualizar os fatos, documentar referências e mediar, criticamente, os principais conhecimentos e saberes que procuram explicar, interpretar e avaliar os acontecimentos de atualidade.

Um jornal que faz jornalismo mantém sua publicação em função de sua redação, e não o contrário. Não está a serviço de uma marca ou de um personagem ou grupo político, por exemplo. Tem pauta própria, reportagem original, edição criteriosa, checagem cuidadosa, texto acurado, diversidade de opiniões, e por aí vai.

Mas há (e sempre houve) entre os jornais publicados no país (e não só por aqui) aqueles que servem prioritariamente à veiculação de publicidade e propaganda, seja política, institucional ou comercial, restando às notícias (quando as há) fazerem as vezes de calhau. É o jornal Denorex: parece, mas não é.

Ou já foi — pois a praga do jornal sem jornalismo parece se agravar, nos últimos anos, com a descaracterização de publicações que já tiveram, originalmente, algum compromisso de noticiar e comentar criticamente a realidade, ainda que extraíssem receitas da publicidade, mantendo algo do muro lendário de Henry Luce de pé.

Novos hábitos informativos do público, somados à incapacidade desses jornais em reinventar-se, levaram muitos títulos, sobretudo (mas não só) no interior do país, a tornarem-se uma sombra do que, décadas atrás, chegaram a ser. Menos páginas, menos recursos, menos jornalistas… menos jornalismo.

Para se ter uma ideia, a Conta dos Passaralhos, uma iniciativa do mesmo Volt Data Lab, já computou mais de 6,1 mil demissões em empresas de mídia no país desde 2012. Numa conta grosseira, isso equivale a pouco mais de um desempregado para cada veículo mapeado no Atlas da Notícia.

Numa outra perspectiva, porém, é também possível supor que o aumento no número de jornalistas atuando fora das redações tradicionais tenha ajudado a multiplicar a quantidade e a diversidade de publicações existentes no país, sobretudo no meio digital, com o lançamento de sites, blogs e outros veículos em busca de independência.

É nesse contexto que emerge um outro lado da história: o jornalismo sem jornal. É o caso de centenas (ou milhares) de publicações criadas e mantidas por indivíduos ou pequenos grupos de profissionais que praticam o método e a ética do jornalismo, mas não carregam nos ombros a estrutura operacional e institucional que convencionalmente caracteriza um jornal.

Eis o que temos, então, no novo ecossistema da profissão: jornais sem jornalismo e jornalistas sem jornais. Um Atlas como este lançado pelo Projor ajuda, e muito, mas não é suficiente para compreender todos os desafios e as oportunidades que surgem nesse novo cenário. Já é possível dizer que temos o mapa. Resta, agora, desbravar o território.



Gabarito do Enem 2017 é divulgado

Foto: Reprodução

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação das provas. Com o gabarito, o estudante saberá quantas questões ele acertou, porém, as notas só serão divulgadas no dia 19 de janeiro, segundo o Ministério da Educação. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) permite que um mesmo número de acertos gere notas diferentes, pois as questões têm pesos diferentes. Os candidatos podem consultar o gabarito na internet por dois caminhos: na página do Inep (Aqui), ou através do aplicativo Enem 2017, disponível para Android e iOS. Este foi o primeiro ano em que a aplicação do Enem ocorreu em dois domingos, nos dias 5 e 12 de novembro. Na primeira semana, os estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e redação. Na segunda, foi a vez de responder questões de matemática e ciências da natureza.



Após lutar contra um câncer, morre aos 53 anos a atriz e humorista Márcia Cabrita

A atriz ficou nacionalmente conhecida pelo papel da empregada Neide no programa Sai de Baixo, em 1997 (Foto: Reprodução)

Morreu na manhã desta sexta-feira (10) a atriz e humorista Márcia Cabrita. Ela se tratava de um câncer de ovário desde março 2010 quando foi diagnosticada com a doença. Há três meses, ela havia se afastado da novela Novo Mundo para cuidar da saúde. Durante o tratamento, a atriz chegou a retirar os ovários e útero. Márcia deixa uma filha. Márcia foi substituída por Vivianne Pasmanter na novela Novo Mundo. Segundo o Jornal O Globo, a direção da trama decidiu poupá-la das gravações externas por conta de sua saúde. Em seguida, a humorista ganhou outro papel a partir do capítulo 60. A atriz ficou nacionalmente conhecida pelo papel da empregada Neide no programa Sai de Baixo, em 1997. Depois participou de novelas e seriados da Globo como Brava Gente, Desejos de Mulher, Sob Nova Direção, Morde & Assopra e Pé na Cova. Ela também fez parte do elenco dos programas de humor Vai Que Cola e Treme Treme, ambos do Multishow, até 2016. Amiga de Márcia, a atriz Cacau Protásio usou o Instagram para se despedir da artista. "Amiga Vai com Deus, eu tive o prazer, à alegria, a sorte de trabalhar, conviver, contracenar com você, eu amo você, o céu está em festa, pois está recebendo o anjo mais lindo, você fará muita falta, nos encontramos no céu", escreveu Cacau em uma foto em que as duas aparecem juntas (foto abaixo)

(Foto: Reprodução Instagram)


Sorte: Mega-Sena pode pagar R$ 19 milhões nesta quinta

Foto: Reprodução

O sonho de ficar rico não é coisa de brasileiros, mas sim porque eles acreditam que ficar rico é mais fácil do que as outras pessoas pensam. Isso acontece porque os brasileiros tende a relacionar dinheiro com o trabalho duro e desse modo acham que é melhor se enriquecer por outros meios como ganhar uma herança ou através da sorte na loteria. Na corrida deste sonho, mais um concurso foi lançado esta semana, o de nº 1.986 da Mega-Sena que poderá pagar o prêmio de R$ 19 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre hoje (9) às 20h (horário de Brasília) em Brasília (DF). Com o valor, o apostador pode receber mensalmente R$ 90 mil, se aplicar o dinheiro na poupança, ou comprar 47 imóveis de até R$ 400 mil cada um, segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pelo concurso. Excepcionalmente, serão três concursos nesta semana, como parte da "Mega Semana da República". O primeiro foi na terça (7); o último será no sábado (11). Normalmente, os sorteios ocorrem às quartas e sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.